Expectante e emocionada, Fábia subiu ao palco do auditório do Montepio. O preto tradicional das vestes contrasta com o rosto jovem e o batom vermelho vivo. Na plateia, Eusébio e Henrique Feist eram algumas das caras conhecidas da nossa praça, que não quiseram perder o lançamento de «A Oitava Cor».

Fábia abandonou a escola aos 18 anos para se aventurar como cantora. A incursão correu-lhe bem e, pouco tempo depois de começar a cantar em algumas casas de fado lisboetas, foi convidada por Felipe La Féria para integrar o elenco do musical «My Fair Lady». Mais tarde, foi no programa de televisão «Operação Triunfo» que deu a conhecer a sua voz ao público em geral.

«A Oitava Cor» conta com a participação de vários cantores e Fábia, apaixonada por morna, um estilo musical cabo-verdiano, fala com um sorriso da colaboração com Lura neste álbum.

No entanto, o braço direito da fadista neste projecto foi Jorge Fernando, produtor e autor de alguns temas. «Ele incentiva-me diariamente», conta Fábia, considerando mesmo que «sem ele isto não seria possível».

Quando lhe perguntamos o porquê de chamar a este disco «A Oitava Cor», Fábia disse ao SAPO que se o arco-íris tivesse uma oitava cor, chamar-se-ia Fado.

Com esta apresentação foi a vez de a jovem fadista alcançar o pote de ouro: uma sala cheia de amigos e companheiros de viagem, que há muito esperavam poder levar a voz e a presença de Fábia para casa.

@Inês Fernandes Alves

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