Cerca de 1500 pessoas assistiram às atuações, enchendo por completo o auditório onde se encontrava também o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que se associou à iniciativa do CCB em conjunto com várias câmaras municipais alentejanas. Também presentes estiveram o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, o presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim Sousa Ribeiro, e vários deputados.

Entre outros, atuaram os grupos corais Os Camponeses de Pias, o coro do Sindicato da Indústria Mineira, de Aljustrel, os Amigos do Alentejo do Feijó, o coro do Conservatório do Baixo Alentejo, em Beja, o coro do Ateneu Mourense, de Moura, e As Papoilas do Corvo, um grupo coral e etnográfico feminino.

Foi também exibido um filme que mostrava a viagem do grupo coral que atuou em Paris, na sede da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura), quando a candidatura do cante alentejano foi aprovada, a 27 de novembro do ano passado.

Os grupos corais foram fortemente ovacionados pelo público, sobretudo quando, durante a exibição do filme, foi apresentado o momento em que a UNESCO anunciava a decisão da classificação do cante alentejano a Património Imaterial da Humanidade.

O cante alentejano tem como único instrumento a voz, e é interpretado por grupos formais e informais, em que alternam um “ponto” a sós e um coro, havendo um “alto” a preencher as pausas e a rematar as estrofes. O primeiro grupo coral terá surgido em 1907, em Serpa, sob a designação de Orfeão Popular.

O concerto foi produzido pelo CCB e a Câmara Municipal de Serpa/Casa do Cante, com o apoio da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, e da Comissão Nacional da UNESCO - Ministério dos Negócios Estrangeiros.

@Lusa

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