"O primeiro semestre deste ano foi um desastre, tivemos a pior evolução do mundo", entre os países que integram a Federação Internacional de Indústria Discográfica (IFPI), com uma quebra nas vendas de música na ordem dos 40 por cento em relação ao mesmo período de 2010.

"É uma descida avassaladora e a pirataria é a principal causa das quebras de vendas", disse, alertando para as consequências negativas para editoras, para os artistas e para o próprio Estado.

"O mercado digital [legal] tem uma expressão reduzidíssima", sublinhou, acrescentando que Portugal ainda não está na rota internacional dos serviços oficiais de "streaming", que permitem descarregar legalmente música digital.

Deu como exemplo a loja iTunes, que não tem uma presença oficial em Portugal, sendo apenas possível aos internautas portugueses adquirirem música através da loja internacional do iTunes.

Neste cenário negro traçado por Eduardo Simões até pode entrar como razão a perda de poder de compra dos consumidores portugueses, mas a crise económica também tem afetado outros países e não se registaram estas quebras, disse.

Com o atual Governo a preparar legislação no combate à pirataria e sobre a cópia privada, Eduardo Simões disse que na próxima semana irá pedir, enquanto presidente da AFP, uma reunião com o secretário de Estado da Cultura.

A Associação Fonográfica Portuguesa representa atualmente 12 editoras discográficas, incluindo as de maior expressão no mercado nacional.

@Lusa

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