Gosto à parte, já que é disso que a música se faz, o álbum está muito bom. Através da Universal, a cantora alemã lança no seu terceiro disco uma mistura não só de estilos, mas também de mensagens.

Se por um lado ‘How many people’ é um dos singles e expressa uma voz mais interventiva, ‘I’m gonna dance’ é mais simples, mais forte e até mais pessoal.

Estes são apenas dois episódios de um disco emotivo em que Ayo tanto fala do passado da sua mãe, ligado à heroína, como deixa claramente uma dedicatória aos filhos, com uma vertente mais optimista.

‘Billie-Eve‘ é um disco alegre. Um álbum se ouve facilmente durante uma hora sem parar. As influências de Ayo – romena da parte da mãe e nigeriana por parte do pai – são uma mistura entre o reggae, o jazz e até algum rock.

Quando fala das suas emoções, Ayo aborda o sentimento pelos filhos – ‘Real Love’ é sinal disso mesmo, com a cantora centrada no amor e na segurança. Patrice, o seu marido, também não é esquecido, como se ouve em ‘My Man’ – aqui, o passado fica para atrás e os dois fazem promessas de amor eterno.

Não é um disco para hoje ou agora. É um daqueles álbuns em que os ritmos e as mensagens fazem sentido juntos. Facilmente se conjugam e sabem bem ao ouvido, compondo um disco feminino, emotivo, às vezes triste, às vezes dramático. E que vale sempre a pena.

@Eliana Silva

Videoclip de "I'm Gonna Dance":

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