“São histórias de homens e mulheres que vivem na certeza da felicidade, que queremos propor no Meeting Lisboa, através de exposições, encontros e concertos”, afirma a organização em comunicado enviado à Lusa.

A abertura do encontro, que decorre numa tenda no CCB, em Lisboa, é na sexta-feira, às 19h30, com um debate moderado pela jornalista Aura Miguel, entre o ex-ministro das Minorias Religiosas do Paquistão Paul Bhatti e o padre David Barbosa, da Fundação Ajuda Igreja que Sofre.

A este debate, segue-se, às 22h00, uma palestra pelo musicólogo Rui Vieira Nery, intitulada "Trago fado nos sentidos", seguindo-se uma “noite de fados", com a participação de Ricardo Ribeiro, António Moniz Pereira, António de Noronha, Carlos Guedes de Amorim, Manuel Marçal, Margarida de Noronha, Maria da Graça de Noronha, Matilde Cid, Teresa Siqueira e Rui Neiva Correia, acompanhados por Paulo Parreira, guitarra, e Rogério Ferreira, viola.

A questão que serve de mote ao encontro - “Se a felicidade não existe, então o que é a vida?” - foi colocada pelo filósofo e poeta Giacomo Leopardi, numa carta escrita ao seu amigo Jacopensen e, segundo a organização, pretende-se reunir várias personalidades para debater o propósito da felicidade na atualidade.

“Nos dias de hoje, neste mundo em tão rápida mudança, nem sempre é óbvio que 'é possível ser feliz'. Tantas vezes o homem perde a confiança necessária para reconhecer o que é positivo ou permite ser realmente feliz. No meio de tantas distrações, da dimensão inevitável da dor, do limite, do sacrifício, da impotência terá o homem em si próprio tudo o que permite responder afirmativamente ao apelo da felicidade?”, afirma a organização em comunicado enviado à Lusa.

Ao longo do encontro estão previstas as participações, entre outros, do engenheiro aeroespacial e investigador Francisco Vilhena da Cunha, do jornalista José Manuel Fernandes, da ginecologista Valentina Dória, do diretor da revista Tracce, Davide Perillo, do músico Miguel Araújo, da crítica de arte Luísa Soares de Oliveira, do artista plástico Pedro Calapez, do historiador de ciência Henrique Leitão, distinguido no ano passado com o Prémio Pessoa, e do escritor Afonso Reis Cabral, vencedor do Prémio LeYa, também em 2014.

“Só pode viver a experiência da felicidade o Homem que reconhece a necessidade de que é feito o seu coração, cheio de desejo de infinito e plenitude. Isto é, o Homem que age para viver para sempre”, afirma a Associação Cultural Meeting Lisboa, que organiza o encontro.

Para esta associação “aquele Homem que, desde o instante em que toca o despertador e decide ir trabalhar, ou fica em casa a cuidar dos filhos, ou prossegue no seu projeto de investigação sem desistir, em todo o seu agir, em cada circunstância, rasga o horizonte e vê mais além e diz ‘é possível ser feliz’”.

@Lusa

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