“Será, mais uma vez, um programa diversificado, inovador e que tem o mesmo objetivo dos anos anteriores, a divulgação do nosso património organístico e evidenciar as duas dezenas de instrumentos que temos com grande valor histórico e que têm vindo, progressivamente, a ser reparados e retomado o seu funcionamento”, disse a secretária da Cultura, Turismo e Transportes, Conceição Estudante, no Funchal, numa conferência de imprensa para apresentar a iniciativa.

O festival começa às 21:30 do dia 18, na Igreja do Colégio, no Funchal, com um concerto do organista português Filipe Veríssimo, enquanto no dia seguinte o protagonista é António Esteireiro, acompanhado pelo Coro Gregoriano de Lisboa, na Sé Catedral.

No dia 20, o certame transfere-se para a Igreja de N.ª Sr.ª da Luz, na Ponta do Sol, com o organista italiano Giovannimaria Perrucci e com a participação de Peppe Consolmagno na voz e percussão, regressando no dia seguinte ao Funchal, ao Recolhimento do Bom Jesus, com o mesmo concerto.

Giovannimaria Perrucci vai atuar de novo, no dia 22, na Igreja e Convento de Santa Clara, agora acompanhado pela soprano italiana Pamela Lucciarini.

A 23 de outubro, ainda no Funchal, mas na Igreja de São Martinho, é a vez de um concerto de órgão com música do século XX pelos suecos Johannes Landgren no órgão e Håkan Lewin no saxofone alto.

A Igreja do Colégio é palco de mais um concerto, no dia 24, totalmente preenchido com música de Bach, com o sueco Hans-Ola Ericsson, enquanto o dia 25 reserva uma conferência, na Universidade da Madeira, com o cónego António Ferreira dos Santos, e um concerto na Igreja de Santa Luzia, cujo órgão foi recentemente reparado, com peças executadas pelo britânico John Kitchen.

O dia 26, novamente na Igreja do Colégio, prevê um concerto com o austríaco Martin Haselböck, “cujo programa incidirá sobre peças de músicos de várias épocas, do século XVI ao século XX, terminando com uma improvisação do próprio Martin Haselböck a partir de um tema dado durante o concerto”, adianta a organização.

O 4.º Festival de Órgão da Madeira sai no dia 27 para Machico, onde, na Igreja de N.ª Sr.ª da Conceição, é protagonista a organista Edite Rocha e a soprano madeirense Mariana Pimenta, fechando portas no dia seguinte, na Igreja e Convento de Santa Clara, no Funchal, com “Matinas de S. Vicente”, pelo diretor artístico do festival, João Vaz.

Aos jornalistas, João Vaz salientou a qualidade do certame, considerando que é, “talvez, o evento organístico mais importante do país”, e notou que, além de “dinamizar o património organístico madeirense”, dá a conhecer este repertório e artistas com “relevo no plano nacional e internacional”.

O diretor artístico realçou ainda que o festival permite divulgar “as facetas que o órgão tem como solista ou interagindo com outros instrumentos”, possibilitando igualmente “enfatizar a ligação que existe entre o órgão e a igreja”.

O certame, que integra a marca Festivais Culturais da Madeira, tem um orçamento de cem mil euros e entrada gratuita.

@Lusa

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