O programa do Festival intitula-se "Metáforas do Infinito – A Espiritualidade nas Polifonias dos Séculos XI-XX" e é dedicado a Frei Manuel do Cenáculo, o primeiro bispo de Beja, que morreu há 200 anos. Esta 10.ª edição celebra também o 30.º aniversário do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja.

O Festival, sob a direção artística de Paolo Pinamonti, prolonga-se até 5 de julho, e é constituído por sete concertos com entrada gratuita, que acontecem em Almodôvar, Grândola, Santiago do Cacém, Beja, Castro Verde, Sines e Moura, realizando-se, paralelamente, palestras, visitas guiadas e iniciativas em defesa da conservação da biodiversidade.

A coordenação do Festival é assumida por Sara Fonseca, cargo até aqui ocupado por José António Falcão, atual presidente do Conselho de Administração do Organismo de Produção Artística (OPART).

No comunicado enviado à Lusa, assinala-se o regresso de Beja “ao circuito do festival”, com dois eventos, assim como da vila de Moura, “terra de pergaminhos musicais”, referindo-se que o “alargamento a outros concelhos está sobre a mesa, já que existem insistentes pedidos nesse sentido”. O regresso de Moura concretiza, aliás, “um velho intuito local”.

A programação, a cargo de Paolo Pinamonti, inclui o agrupamento vocal inglês The Hilliard Ensemble, “que escolheu o Terras sem Sombra para se despedir de 40 anos de carreira nos palcos de todo o mundo”, a companhia teatral espanhola Nao d’amores e o ensemble italiano I Turchini, assim como os grupos nacionais Capella Duriensis, Sond’Ar-te Electric Ensemble, a Orquestra Gulbenkian e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

A igreja de Santo Ildefonso, em Almodôvar, abre o Festival, com “Ein Deutsches Requiem” (“Um Requiem Alemão”), composto por Johannes Brahms, e que será interpretado pelo Coro do Teatro Nacional de S. Carlos, sendo solistas a soprano Raquel Alão e o barítono Luís Rodrigues, com acompanhamento pelos pianistas João Paulo Santos e Kodo Yamagoshi, sob a direção do maestro Giovanni Andreoli.

No dia seguinte, é proposto um percurso ao longo da ribeira do Vascão, afluente do rio Guadiana que “oferece um verdadeiro laboratório vivo”, uma caminhada que celebra a recente classificação deste curso de água como Zona Húmida de Importância Internacional (Convenção de Ramsar), na qual se observarão libélulas e libelinhas, “grupo que contribuiu para a integração da ribeira na Rede Natura 2000”.

A “Liturgia da Esperança: Misterio de lo Cristo de los gascones” que é apresentado no dia 12 de abril na igreja de N.S. da assunção, em Grêndola, pela Nao d’amores, com dramaturgia e encenação de Ana Zamora, é apontado pela organização como “um dos pontos altos do festival”.

O agrupamento The Hilliard Ensemble atua no dia 26 de abril, na igreja de Santiago Maior, em Santiago de Sines e, no dia 10 de maio, em Beja, na igreja de N.S. da Feira, a Capella Duriensis, sob a direção de Jonathan Ayerst, apresenta “O Sagrado e o Profano: Aliterações húngaro-portuguesas”.

O Festival volta a Beja no dia 31 de maio à tarde, quando o violetista, compositor e musicólogo Alexandre Delgado apresenta, na igreja de N.S. dos Prazeres, a conferência “A violeta: Perenidade de um instrumento injustiçado”.

I Turchini atuam no dia 17 de maio, na basílica real de N.S. da Conceição, em Castro Verde, onde apresentam “Theatrum Sacrum: Obras-primas do barroco napolitano”.

Sines, onde acontecerá este ano a entrega do Prémio Internacional do Festival, no dia 5 de julho, realiza-se, cerca de um mês antes, no dia 07 de junho, na igreja do Santíssimo Salvador, um concerto com o Sond’Ar-te Electric Ensemble e o Coro Terras Sem Sombra, sob a direção de Jonathan Brown.

Finalmente, no dia 28 de junho, na igreja de S. João Batista, a Orquestra Gulbenkian interpreta obras de Mozart e de Morton Feldman.

@Lusa

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