Há sentimentos que perduram uma vida inteira e a paixão que leva os britânicos
Lamb aos palcos é um bom exemplo dessa realidade.

Depois de uma passagem em 2009 pelo Festival Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia, a banda regressou a Portugal para apresentar o seu mais recente trabalho. Intitulado “5”, este evidencia uma sonoridade intensa, bem ao estilo dos
Lamb que todos já conhecemos.
Apesardo mediatismoda banda, o Coliseu do Porto acabou por se revelar uma sala demasiado espaçosa para os fãs que ali se deslocaram. Ainda assim, Lou Rhodes, vocalista da banda, soube agradecer a todos os presentes a sua comparência.

A combinação de luz e som também não foi deixada ao acaso. Um palco simples, apenas ornamentadocom uma tela gigante, exibiu-se perante a plateia com cenários e vídeos absolutamente admiráveis.
Another Language, tema do último álbum, acabou por ser o ponto de partida de uma viagem entre o passado e o presente -viagem essa acarinhada pelos poucos que lá iam reagindo aos apelos da banda.

Sem nunca desanimar face à reacção pouco calorosa, a banda manteve-se focada no seu objectivo enquanto a noite avançava rapidamente.

Não só da voz vive a banda e as mensagens que Lou Rhodes passou para a plateia acabaram por tocar e chegar a praticamente todos. As músicas tinham um propósito e os
Lamb fizeram questão de os partilhar com a audiência.

Ainevitável
Gabriel acabou por fazer as delícias de todos. Viram-se alguns braços no ar e o Coliseu do Porto entoou alguns acordes.
A banda frisou o quanto gosta de Portugal, dedicando um minuto do seu tempo em palco às festas de Santo António, em Lisboa, onde se tinham divertido na noite anterior.
Gorecki, do álbum "
Lamb", editado em 1999, acabou por anunciar o fim próximo do concerto.

No entanto ainda houve tempo para mais três temas.

What Sound, imediatamente reconhecido por todos, levou umaovação dos presentes em jeito agradecimento masa despedida acabou por acontecer, inevitavelmente, ao som de
Trans Fatty Acid, tema que transforma a luz e o som numa mistura tão explosiva que levou alguns dos presentes a abandonar o recinto ou a tapar os ouvidos face ao barulho.

Na primeira parte do concerto esteve Jay Leighton, que apresentou “As The Sun Comes Up”, o seu mais recente trabalho, lançado no passado mês de Abril.

Fotografias:
Filipa Oliveira
Texto:
José Aguiar

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