Palco Principal - Como está a correr a digressão de "Song Of Distance"?

Mazgani - Está a correr bem. Sentimos que estamos, neste momento, a fechar um ciclo. Foi um disco feliz porque nos deu muita estrada, muitos concertos, muitos amigos (maravilhosos e magníficos, como os de hoje). Agora o desejo é começar um novo percurso e novas canções.

PP - Terminaste recentemente uma pequena digressão pela Europa, que te levou a países como Espanha, França, Itália e Holanda.Sãomuitas as diferenças entre as actuações lá fora e os concertos em território nacional?

M - Muitas noites tocámos para públicos que desconheciam, por completo, a nossa música e isso determinou, claramente, a forma como nós, banda, nos entregámos. A tendência é ser mais aguerrido e tocar as músicas com mais ferocidade, para persuadir, para combater a indiferença, até porque preferimos que nos atirem tomates do que nos sejam indiferentes. Portanto, a tendência perante públicos que nos desconhecem é tocar as músicas com uma víscera diferente. Em digressão, também levamos o cansaço, a tensão e, claro, o entusiasmo e tudo isso também transparece. Digamos que o caminho até ao palco também se reflecte no desempenho.

PP -Que balanço fazes de toda a experiência?

M - Foi uma experiência magnífica. Portugal é um país pequeno que não permite tocar tão intensivamente. Durante a digressão europeia, tocávamos todas as noites, cá só tocamos aos fins-de-semana. Foi, portanto, uma grande oportunidade, foi óptimo podermos desenvolver esse «músculo» de tocar todas as noites. Aliás, a tendência é o «monstro» sair mais vezes cá para fora.

PP – Como surgiu a ideia de documentar toda a experiência além-fronteiras?

M - Na nossa opinião, esse mundo é um outro mundo. Aliás, nós também somos outros quando estamos na estrada. Pensámos, então, que essaera uma história que valia a pena contar - esse nossolado meio vagabundo, meio nómada.

PP - Quandoestará disponívelpara opúblico essa"história"?

M – O documentário ainda não tem data de edição, apesar de já estar bastante avançado. Eu diria, inclusive, que cerca de 80% do documentário já está montado. O intuito é divulgá-lo, depois veremos quando.

PP –Neste momento,encontras-te a trabalhar em novas músicas?

M – Sim, tenho-me ocupado a fazer novas músicas.

PP – Defines o teu estilo musical como Rock e Blues. Essa sonoridade manter-se-á nos próximos trabalhos ou é teu objectivo explorar novos caminhos?

M – Eu acho que se parte para as canções sempre com vontade de fazer uma espécie de tábua rasa, apesar de sentirmos, no fundo,que estamos sempre a fazer a mesma canção ou a contar a mesma história, a nossa história. Partimos sempre com vontade de descobrir novos territórios. Na verdade, acho que não conheço ninguém que faça um trabalho criativo, que queira aprisionar-se em géneros ou em rótulos. Assim sendo, não sei, logo se vê!

Texto: Ana Cláudia Silva

Fotografias: Graziela Costa

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