O compositor, radicado na capital francesa, foi Prémio Pessoa em 2000 e vencedor do prémio Composição da Unesco em 1999.

A sua obra, repartida entre ópera, coro, música de câmara, é referenciada pelo partido que tira de conceitos como melodia e tonalidade e entre as suas obras principais contam-se “Litanies du Feu et de la Mer” e “Voyage du Corps”.

Emanuel Nunes estudou harmonia e contraponto na Academia dos Amadores de Música de Lisboa e teve aulas particulares com Fernando Lopes Graça. Entre 1962 e 1964, frequentou os Cursos de verão de Darmstadt, na Alemanha, tendo a oportunidade de estudar com Henri Pousseur e Pierre Boulez. Mais tarde, em Colónia, teve aulas com Stockhausen.

A partir de 1964, exila-se em Paris, em busca de mais conhecimento e por oposição ao regime do Estado Novo. Inicia a sua carreira como pedagogo, em 1974, como responsável pelas aulas de Iniciação à Composição do séc. XX da Universidade de Pau, em França, mas irá lecionar na Escola Superior de Freiburg em Breisgau, Alemanha, na Escola Superior do Conservatório Nacional de Música e Dança de Paris ou em Harvard, entre outros locais. Trabalhou desde 1989 com regularidade com o IRCAM (Institut de Recherce et Coordination Acoustique/Musique) de Paris.

Os primeiros concertos da obra de Emmanuel Nunes têm lugar na Fundação Gulbenkian em Lisboa, em 1970 e 1971, mas a notoriedade vem com a estreia de “Ruf” pela Orquestra de Baden Baden e a sua apresentação durante Festival de Donaueschingen de 1977.

Ao longo das décadas de 80 e 90, do século passado, a sua obra foi passando a constar de agrupamentos importantes de música contemporânea como o Ensemble Modern ou o Ensemble Intercontemporain e apresentada em salas e festivais de todo o mundo, como o de Paris, Edimburgo, Bruxelas ou Zurique.

O Remix Ensemble, agrupamento residente da Casa da Música do Porto, tinha nos últimos anos uma ligação muito estreita com o compositor.

@Lusa

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