Aos 66 anos, Gismonti conta com mais álbuns gravados do que a idade que tem, incluindo-se na longa carreira colaborações com nomes do jazz (género no qual não se reconhece, exceto através das parcerias que efetuou) como Charlie Haden, Jan Garbarek ou Wayne Shorter, este último que vai também estar na Casa da Música, em junho.

Numa conversa com jornalistas, Egberto Gismonti disse estar em Portugal “sozinho porque é mais divertido”, isto porque “dá mais tempo de conversar, de comer mais pastel disto, pastel daquilo” e, acima de tudo, encontrar amigos.

O multi-instrumentista estima que já tenha tocado em Portugal 22 ou 23 vezes e sublinha que os concertos de hoje e sexta-feira envolvem o violão e o piano por serem os “dois instrumentos que são os melhores representantes” da sua vida musical, o que significa que a escolha passa por saber qual deles vai tocar primeiro.

“O que mais me interessa não é que música vou tocar, é que amigos vou encontrar”, ressalvou o artista, que admitiu ter em casa uma guitarra portuguesa, por via de Eunice Muñoz e Carlos Paredes, apesar de lamentar não a saber tocar.

Assim, Egberto Gismonti afirmou que os assuntos em Portugal vão desde o jiló que deu aos amigos de S. Pedro de Moel para que o plantassem aos concertos de hoje e sexta-feira.

“Não tenho muita necessidade de tocar para sobreviver mais. Isso acabou. Acabou porque a vida foi muito mais benevolente do que eu poderia imaginar”, reconheceu Gismonti, fã confesso das cartas do padre António Vieira.

@Lusa

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