“É sempre bom tocar fora, poder sair do país para tocar”, começam por salientar os Orelha Negra, poucos minutos depois de levarem a cabo o concerto de abertura do Palco Sunset, no primeiro dia de Rock in Rio. Este ano, o desafio foi conseguir uma parceria frutuosa com o rapper brasileiro Flávio Renegado. A proposta colocou dificuldades, superadas, dizem os Orelha Negra, graças a “uma malta cinco estrelas” que unida conseguiu “fazer um bom espetáculo e organizar um set que pudesse funcionar”.

Esta não é a primeira vez que os Orelha Negra pisam o Palco Sunset. Habituados a ser cicerones dos artistas brasileiros, desta feita, inverteu-se o papel. “Aqui somos nós os convidados”, diz a banda, explicando que grande parte do desafio neste palco é conquistar um público pouco familiarizado com este projeto português.

“Em Lisboa nós já termos algum público, dá-nos um concerto mais confortável porque as pessoas conhecem as músicas e sabem o conceito da banda, não estranham tanto. Parece que aqui voltámos ao princípio: a tentar conquistar as pessoas, o que é bom”, concluem os Orelha Negra.

Quanto ao futuro, e apesar de não excluírem dos planos a internacionalização do projeto, os Orelha Negra desejam continuar a conquistar o público português. “Sentimos que ainda temos muitas coisas para fazer no nosso país, mas que, por outro lado, cada concerto fora é uma mais valia”, diz a banda, que deixa desde já o convite: “sempre que quiserem podemos fazer aqui no brasil turnês de trinta datas num ano”.

Inês F. Alves

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