Fundada em 1964 como Orquestra de Câmara da Madeira, pelo professor Jorge Madeira Carneiro, a Orquestra Clássica da Madeira é uma das mais antigas do país, tendo realizado concertos pelo país e no estrangeiro, nomeadamente, em Madrid, Roma e Macau, este último numa digressão asiática. Atualmente é gerida e dinamizada pela Associação das Notas e Sinfonias Atlânticas (ANSA), uma parceria da qual resultou a organização do concerto comemorativo.

A presidente da ANSA e diretora do Conservatório - Escola Profissional das Artes da Madeira, Tomásia Alves, disse que a realização de um concerto com uma gala de ópera apresenta "uma linguagem que a população, em geral, gosta e aprecia". "Não vamos fazer uma ópera na totalidade, vamos fazer excertos de várias óperas. Teremos desde aberturas interpretadas pela orquestra e convidámos três solistas do panorama nacional com carreiras internacionais", acrescentou, por seu turno, Norberto Gomes. O diretor artístico realçou a existência da orquestra como "um privilégio" para a população madeirense mas também para os turistas, "um público que procura sempre este tipo de atividades".

No dia 23, a direção estará a cabo do maestro Rui Pinheiro, que já dirigiu as orquestras Gulbenkian, Nacional do Porto, Metropolitana de Lisboa e Sinfónica Portuguesa, e que terminou recentemente um contrato de dois anos como Maestro Associado da Orquestra Sinfónica de Bournemouth, no Reino Unido. A juntar-se à lista de convidados estão os solistas Dora Rodrigues, soprano, Mário Alves, tenor, e Luís Rodrigues, barítono.

O concerto do 50.º aniversário da Orquestra Clássica da Madeira realiza-se pelas 19:00, no Centro de Congressos do Casino da Madeira. Para Tomásia Alves, os 50 anos “são um marco importante” para a instituição: "Serve para nós refletirmos o que aconteceu e qual é a projeção que queremos para o futuro", concluiu.

@Lusa

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