À agência Lusa, Carlos Seixas, diretor do festival, congratulou-se por esta edição ter mantido o nível “qualitativo” da programação, “mostrando o melhor que se faz no mundo”, mas também por o formato de dois fins de semana ter permitido ao público estar “muito mais à vontade”, já que, em 2010, muitos festivaleiros queixaram-se de que o castelo estava demasiado cheio.

“A equipa está toda satisfeita, estamos felizes”, confidenciou no intervalo entre o concerto dos extremenhos De Tangos y Jaleos e o do ganês Ebo Taylor.

“É evidente que está menos gente”, admitiu, mas considerou que tal também é explicado por o preço da entrada ter aumentado e as pessoas terem “menos dinheiro”.

No entanto, no próximo fim de semana, entre 27 e 30 de julho, a organização espera uma maior afluência, por uma questão de experiência. “O festival tem 13 anos e é tradição virem todos no último fim de semana”, explicou Carlos Seixas.

Nuno Pereira, de Lisboa, assíduo do FMM, confirmou que, este ano, está “muito menos gente” em Sines, enquanto fazia com os dedos o sinal internacionalmente conhecido para dinheiro, como potencial explicação.

De todos os concertos do primeiro fim de semana, o que mais o entusiasmou foi o dos galegos Berrogüeto, que atuaram no sábado, embora ainda haja muito para ver, pois vai ficar até ao final do festival, no dia 30 de Julho.

As amigas Ayar, de França, e Amaranta, espanhola, também elegeram o grupo da Galiza como o mais entusiasmante, a par do espetáculo Congotronics vs Rockers, que encerrou o palco do castelo no sábado.

Para as jovens, a aventura de Sines termina esta segunda-feira, mas partem contrariadas e foi com convicção no olhar que disseram que, no próximo ano, virão para ficar toda a semana.

Já Paulo Linhares, cabo-verdiano a residir no Porto há alguns anos, só não fica até ao fim se não puder, pois tem grande expetativa com o concerto do seu conterrâneo Mário Lúcio, atual ministro da Cultura do país, que toca no castelo no próximo sábado.

Tendo considerado o concerto de Congotronics vs Rockers “a cena mais brutal” que já viu nos seus 39 anos, acredita que só o concerto do cabo-verdiano poderá “superar” a formação multicultural.

A primeira ronda musical pelo mundo do FMM terminou com o concerto animado de Ebo Taylor, acompanhado pela Afrobeat Academy.

O final de tarde de domingo foi preenchido com o projeto português Aduf e, à noite, a voz da brasileira Luísa Maita abriu caminho aos ritmos tradicionais do flamenco extremenho apresentados pelo grupo De Tangos y Jaleos.

O palco do castelo irá silenciar-se agora durante dois dias, para regressar, já com o palco da avenida Vasco da Gama, para mais quatro dias e 24 concertos.

Entretanto, Sines não irá parar, pois a programação do FMM oferece várias atividades aos resistentes, entre cinema, ateliês de música e para crianças, encontros com escritores, sessões de contos e concertos especiais no palco das tasquinhas, na avenida Vasco da Gama.

@Lusa

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