"Baby Reindeer" é já um dos maiores sucessos do ano da Netflix. A série, que rapidamente alcançou a liderança do top diário do serviço de streaming, é inspirada na história verídica do criador, Richard Gadd.

Nas redes sociais, os espectadores rapidamente encontraram a verdadeira stalker e algumas das mensagens partilhadas em 2014.

No X, antigo Twitter, um post da britânica tornou-se viral. No tweet enviado ao humorista, a stalker diz que precisa de pendurar as cortinas, uma piada privada com referências sexuais e que é abordada na série da Netflix.

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Em entrevista ao Daily Record, a perseguidora de Richard Gadd confessou que tem recebido "ameaças de morte por causa da sua série", frisando que "aquilo que o humorista diz não ser verdade". "A vítima aqui sou eu, não ele", frisou a mulher, que não foi identificada.

"Estive com ele por algumas vezes. (...) A história dele é que é uma enorme violação da minha privacidade. Não o vejo há 12 anos", acrescentou, sublinhando que a atriz Jessica Gunning "não é parecida" consigo".

Em entrevista à revista Variety, o humorista confessou que foi "difícil" recordar tudo o que viveu. "Foi difícil, não posso negar. Quer dizer, quem de consciência sã quer revisitar a pior coisa que já lhe aconteceu? O pior período da sua vida? Claro, isso afeta-te e deixa uma marca em ti. Mas, ao mesmo tempo, às vezes sinto que revisitar a dor e reviver as coisas pode levar a uma melhor compreensão", frisou o britânico.

A história começa quando comediante e barman Donny oferece uma bebida a uma mulher solitária em um bar de Camden. "Donny, um comediante em dificuldades que trabalha num bar, conhece uma mulher solitária que diz ser advogada. Quando lhe oferece um chá, ela fica obcecada por ele", resume a Netflix.

"Emocionalmente é tudo 100% verdade, se isto faz sentido", explicou Richard Gadd à revista, acrescentando que tudo foi baseado em "coisas que lhe aconteceram". "Mas é claro que não se pode contar [na série] a verdade exata, por razões legais e artísticas", contou.

"Não podes simplesmente copiar a vida e o nome de outra pessoa e colocar na televisão. E, obviamente, estávamos cientes de que alguns personagens são pessoas vulneráveis e não queres tornar a vida deles mais difícil. Então, tens que mudar as coisas para te protegeres e protegeres as outras pessoas", explicou.