"É um balanço mais do que positivo, com um envolvimento ímpar de pessoas", comentou, em declarações à Lusa, após a sessão de encerramento do evento.

Alice Vieira acrescentou: "Fiquei deveras surpreendida com as inúmeras atividades que decorreram ao longo destes quatro dias, com a agitação na cidade, a adesão das pessoas, dos comerciantes e das próprias lojas que aderiram à iniciativa e tinham nas suas montras cartazes e referências alusivas à iniciativa".

"As pessoas em Penafiel são muito acolhedoras", sublinhou a escritora, confessando que se sentiu "como se pertencesse às famílias todas da terra".

Para a autora, aquele festival literário "é uma ação de louvar e uma iniciativa única no país que demonstra que Portugal e o mundo literário não são apenas Lisboa ou Porto".

No final do evento, Alberto Santos, o comissário do Escritaria e percursor do evento quando foi presidente da Câmara de Penafiel, afirmou que esta edição do festival foi "extraordinária", destacando a importância da autora homenageada e o que ela representa na literatura nacional.

"Estamos a falar de alguém que, ao longo de anos, marcou várias gerações que se reveem na sua obra e começaram a ler com ela", comentou.

Além do mais, prosseguiu Alberto Santos, "a Alice Vieira, nestes quatro dias que esteve em Penafiel, deslumbrou pela sua simplicidade e pela empatia que conseguiu criar com os penafidelenses".

"Ficou bem evidente a ligação afetiva que os penafidelenses mantiveram neste fim-de-semana com Alice Vieira", assinalou o antigo presidente da autarquia.

Alberto Santos destacou ainda "uma participação expressiva das pessoas, com as conferências repletas de público".

"É muito importante que estes eventos tenham eco junto da comunidade, porque sem pessoas e sem público não é possível fazer-se o Escritaria", referiu.

Para Alberto Santos, o festival "há muito que se assumiu como uma marca cultural no concelho e na região", constituindo um dos eventos literários mais importantes do país".

"O Escritaria é um evento único. Não há nenhum festival assim. Surpreende quem cá vem e, ao contrário de outros festivais que concorrem entre si para ver quem é que traz mais autores, em Penafiel optamos por escolher apenas um autor, centrar todas as atenções sobre ele e analisar a sua obra, a sua vida", concluiu.

Como tem acontecido noutros anos, ao autor homenageado foram dedicados vários momentos de consagração, nos quatro dias do festival, destacando-se as conferências, com inúmeros convidados do mundo da literatura, para além de exposições, teatro de rua, momentos musicais e declamação de textos. A participação de muitas crianças foi um dado que sobressaiu na edição de 2016, traduzindo a ligação da autora à literatura infanto-juvenil.

Vários elementos de arte de rua preencheram o centro histórico, para promover a vida e a obra de Alice Vieira.

Desde a primeira edição do "Escritaria", já foram homenageados Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Mia Couto, António Lobo Antunes, Mário de Carvalho, Lídia Jorge e Mário Cláudio.

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