"Temos esta particularidade de fazermos a nossa programação para o grande público, temos os nossos utentes, mas também pessoas que vêm um pouco de toda a cidade. Dentro desse grande público assumimos que há pessoas que não sabem muito sobre Portugal e a ideia é dar a conhecer este país, especialmente o seu lado contemporâneo", afirmou Pamela Jammes, diretora dos projetos culturais da associação Bibliocité, em declarações à agência Lusa.

A Bibliocité é uma associação encarregada de desenhar os programas culturais das Bibliotecas de Paris, abrangendo 70 bibliotecas e mediatecas, com uma frequentação que ultrapassa as 300 mil pessoas por ano. Este ano, entre maio e junho, as bibliotecas da capital francesa têm um programa dedicado a Portugal.

Por diferentes bibliotecas parisienses vão passar José Rodrigues dos Santos, Valério Romão, Dulce Maria Cardoso ou Olivier Afonso, mas nem só de livros trata este programa.

"Temos vontade de mostrar temas muito diversos, desde a condição da mulher, ao cinema português, temos formatos muitos diferentes e temas ligados também à especificidade de cada biblioteca. É mesmo uma temporada dentro da temporada", explicou Pamela Jammes.

Assim, vão ser debatidas as “Novas Cartas Portuguesas”, o Portugal contemporâneo através de uma conferência na biblioteca da Câmara Municipal de Paris com o historiador Yves Léonard, o cinema português com conversas com a cineasta franco-portuguesa Cristèle Alves Meira e o produtor Paulo Branco, mas também a música com o fado, concertos de piano e ainda músicas dos países lusófonos.

As famílias terão eventos para crianças, com uma apresentação do conto "Kô et Kô", da autoria de Pierre Guéguen e Maria Helena Vieira da Silva, reeditado recentemente pelas edições Chandeigne, que contará com a música do pianista Bruno Belthoise e a projeção do filme de animação de Maud Alessandrini.

A atriz Maria de Medeiros dá ainda voz a uma série de contos em português e em francês que podem ser vistos no canal Youtube das Bibliotecas de Paris, servindo para aproximar as duas línguas, estando prevista uma parceria com as Bibliotecas de Lisboa.

"O que queremos é que quem quer que seja, pessoas de origem portuguesa ou não, possam participar nos nossos eventos. [...] Queremos que se oiça o português, mas que seja acessível a toda a gente", detalhou Pamela Jammes.

Os mais de 50 eventos deste programa são de entrada livre, alguns sob reserva, e decorrem em diferentes bairros da capital francesa.

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