Os Blind Zero iniciaram este fim de semana a digressão acústica. Depois de Braga,  seguiu-se o Auditório Municipal de Lousada, que se encheu para receber a banda.

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Pouco depois da hora marcada, já com os mais de 200 lugares ocupados, os Blind Zero subiram ao palco do Auditório Municipal de Lousada, abrindo assim o evento "Noites Acústicas".

Logo nas primeiras músicas percebeu-se que o concerto teria pouco de acústico. "Foram um bocadinho enganados, mas pronto... é acústico porque estamos sentados", brincou Miguel Guedes. "E o soalho é coisa acústica", rematou Bruno Macedo entre os risos do público.

Apesar de o público estar sentado, a energia não faltou e a primeira prova chegou em "I See Desire", música sobre a emigração. "Back to Fire", do álbum "Luna Park" (2010), veio confirmar a energia, com as mais de 200 pessoas a acompanhar a música com palmas a ritmo energético - o que levou Miguel Guedes a dizer que as palmas eram a "especialidade de Lousada".

Na setlist seguiu-se uma viagem até ao primeiro álbum com "No Soul", música elétrica que os Blind Zero não tocavam ao vivo desde a última digressão acústica que percorreu Portugal em 2007.

Se em 2007 os Blind Zero faziam versões de músicas diariamente, hoje a idade já não perdoa e só o fazem de dois em dois dias, disse o vocalista da banda. Em Lousada, brindaram o público com uma versão de "Stay With Me", de Sam Smith - com um toque mais rock, agradou ao público, que cantou e levantou telemóveis.

Depois de "You Owe Us Blood", seguiu-se "Shine On", que contou com a participação de três estudantes do Conservatório do Vale do Sousa - "Chegámos muito cedo para fazer o soundcheck e ouvimos um som muito afinado lá fora. Parecia Nick Cave, mas era Pharrel Williams... Então fomos ver e convidamos os nossos vizinhos", disse Miguel Guedes antes da atuação que levantou todos os presentes.

A fechar, "Slow Dance", uma das canções mais conhecidas dos Blind Zero, que deixou todo o Auditório Municipal de Lousada em êxtase e a pedir mais. A banda acedeu ao pedido e ofereceu mais três temas.

Um novo adeus e um novo regresso, era mais um econre e que teve direito a uma aula de história. "O Nuxo teve insónias, ficou a ver o canal História e ficou espantado porque descobriu o significado da palavra maratona", disse Miguel Guedes abandonando o palco com a restante banda, ficando só Nuxo Espinheira a contar a origem da palavra.

Depois do momento didático, seguiu-se mais música num ritmo nada acústico, mas o público não se mostrou chateado pelo engano do cartaz que anunciava uma "noite acústica".

Um concerto com muita energia e animação, com os Blind Zero a provar que 21 anos depois ainda têm muito a dar ao público.

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