A reunião – FOR1C, Cidades Capital – com as 11 cidades, que “trabalham em diferentes fases da concretização dos projetos”, permitirá “a recolha da sua experiência, quer ao nível da preparação das respetivas candidaturas, quer ao nível da sua implementação”, disse hoje o coordenador do Grupo de Trabalho Coimbra 2027 (GT), Luís de Matos.

As capitais europeias da cultura, a partir de 2025, ainda não foram designadas.

Este fórum, no Convento São Francisco, será, pois, “um ponto de encontro de culturas e experiências, momento de debate e de partilha, e um contributo inestimável para a candidatura de Coimbra”, sublinhou.

No primeiro dia, a sessão de trabalho será “reservada à participação dos responsáveis dos países convidados e dos agentes culturais e artísticos” e centrar-se-á no “estabelecimento de laços internacionais” e de “futuras parcerias e coproduções”, na criação de “redes artísticas e culturais sustentáveis” e na definição de “territórios e vetores de mobilidade na Europa”.

Na sessão de 14 de março, um sábado, aberta a todos os interessados, cada uma das 11 cidades convidadas apresentará “os eixos cultural e estratégico da sua candidatura, aprovada pelos especialistas da Comissão Europeia”, os “conceitos subjacentes ao projeto”, destacando nomeadamente “os aspetos de maior relevo com capacidade para envolver os cidadãos, agentes culturais, sociais e educativos e evidenciando o desenvolvimento cultural, abrangente e inclusivo, que tem na sua essência os valores da cidadania europeia”, explicou Luís de Matos.

A primeira edição do FOR1C, subordinada ao tema “Uma Capital Europeia da Cultura no Século XXI”, decorreu em março de 2019.

Entretanto, em julho de 2019, o GT Coimbra 2027 reuniu, no encontro “Europa de Cidades, Europa de Cultura”, também em Coimbra, representantes de cinco cidades geminadas (Salamanca, Santiago de Compostela, Poitiers, Aix-en-Provence, Esch-sur-Alzette), para, designadamente, “aprofundar as relações entre Coimbra e as cidades com as quais está geminada, mas também estimular a cooperação entre as instituições culturais de cada uma destas cidades europeias, com vista ao estabelecimento de uma rede de intercâmbios artísticos e culturais”, recordou.

Luís de Matos falava durante a quinta comunicação pública do GT Coimbra 2027, hoje, no Salão Brazil, na Baixa histórica de Coimbra, na qual também participaram os outros elementos do grupo e a vereadora da Cultura da Câmara de Coimbra, Carina Gomes – a candidatura é promovida pelo município.

À semelhança das anteriores sessões, que se realizam com uma periodicidade trimestral, também a de hoje serviu para o GT dar conta do trabalho que tem vindo a fazer e a desenvolver pelo projeto Coimbra 2027.

A propósito do inquérito sobre os hábitos culturais da população do município de Coimbra, que está a ser feito pelo Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra (UC), pedido pela candidatura da cidade a Capital Europeia da Cultura, Luís de Matos revelou que, de acordo com dados provisórios já disponíveis, “91% dos inquiridos reconhece o interesse da atribuição do título” a Coimbra.

A Capital Europeia da Cultura é um “projeto estratégico de grande importância” para Coimbra, contribuirá muito para “reforçar as estruturas culturais” do concelho, trará benefícios económicos à cidade e região, tornará Coimbra “mais atrativa para os turistas” e tem “grande importância para o país”, são afirmações que tendem para a unanimidade, de acordo com os dados preliminares do inquérito do CES, adiantou.

O GT Coimbra 2027 é constituído, além do mágico Luís de Matos, pelo médico e líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Coimbra, Nuno Freitas, pelo deputado municipal da CDU e antigo diretor do Conservatório de Música de Coimbra, Manuel Rocha, pelo vice-reitor da UC para a área do turismo, Luís Menezes, pelo antigo diretor regional da Cultura do Centro António Pedro Pita, e pela antiga vice-reitora da UC Cristina Robalo Cordeiro.

Além de Coimbra, já anunciaram que vão apresentar as suas candidaturas as cidades de Leiria, Faro, Viana do Castelo, Aveiro, Évora, Braga, Guarda e Oeiras.

Portugal já recebeu a Capital Europeia da Cultura em três ocasiões: 1994 (Lisboa), 2001 (Porto) e 2012 (Guimarães).

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