“Inspirada no universo fadista que me rodeia desde que nasci, propus-me contar a história em sextilhas, uma das formas poéticas usadas no fado tradicional”, explica Carminho no final de “Amália, já sei quem és”, a editar no dia 23.

Com ilustrações de Tiago Albuquerque, o livro conta, de forma cronológica, a vida e o percurso artístico de Amália Rodrigues, desde o nascimento, no tempo das cerejas, até à atualidade, porque a artista “vive nos fados que ela cantou” e que inspiram ainda novas gerações, escreve Carminho.

“Sempre muito corajosa/escreveu muitos dos poemas/daqueles que interpretava./Muito audaz e curiosa,/cantou também os poetas,/que no fado não se usava”, lê-se na narrativa, a propósito dos fados que interpretou, muitos musicados por Alain Oulman.

A biografia não esquece ainda que Amália Rodrigues se tornou profissional aos 19 anos no Retiro da Severa, em Lisboa, fez cinema, gravou nos estúdios Abbey Road, em Londres, recebeu comendas “e prémios muito afamados”, e tocou pelo mundo, que se rendeu “mesmo sem compreender o português dos seus fados”.

“Amália, já sei quem és”, primeiro livro da fadista Carminho, é uma edição da Penguin Random House em parceria com o Museu do Fado, e junta-se a outros livros para a infância, publicados anteriormente, dedicados à diva do fado, nomeadamente “A minha primeira Amália”, de Maria do Rosário Pedreira, de 2012, e “Chamo-me Amália”, de Maria Inês Almeida, de 2010.

Apesar de o registo de nascimento indicar a data de 23 de julho de 1920, Amália Rodrigues sempre celebrou o aniversário a 1 de julho.

Foi a mais internacional e reconhecida voz do fado, e morreu em 06 de Outubro de 1999.

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