A Casa da Música em 2020 vai ganhar “uma nova dimensão” na notoriedade e internacionalização através de várias iniciativas a levar a cabo no próximo ano, afirmou hoje o diretor artístico da instituição, António Jorge Pacheco.

“Temos três grandes iniciativas que vão levar a Casa da Música fora de portas”, revelou António Jorge Pacheco, à margem da conferência de imprensa para apresentar a programação para 2020 da Casa da Música, no Porto, referindo-se ao ciclo de concertos no Património, à nova iniciativa Casa de Partida e às digressões dos agrupamentos residentes.

Questionado pelos jornalistas sobre as linhas estratégicas para aumentar os níveis de notoriedade da Casa da Música, António Jorge Pacheco afirmou que projetos como os da Orquestra no Património, Casa de Partida (que vai levar jovens talentos pelo país) ou as digressões da Orquestra Sinfónica e do Remix Ensemble – ambos a comemorar 20 anos - são exemplos da existência de “uma nova dimensão” e um "novo élan" na notoriedade da Casa da Música em 2020.

As atuações da Orquestra Sinfónica do Porto no Centro Cultural de Belém em maio e na Fundação Calouste Gulbenkian em outubro são um dos exemplos que o diretor artístico referiu, recordando que em tempos as digressões foram “mais intensas”.

“Quando veio a crise não fomos só nós que sofremos. Nós tínhamos parcerias habituais em que todos os anos a Orquestra da Casa ia tocar ao CCB e o Remix Ensemble à Gulbenkian e fazíamos intercâmbio, depois com a crise todos sofreram e, portanto, tiveram de recentrar a sua atividade. Agora estamos a relançar isso”, avançou.

Outro aspeto para aumentar a notoriedade da Casa da Música passa pela iniciativa Orquestra no Património, onde a música e o património dão as mãos em concertos ao ar livre em locais históricos.

“Estamos a construir as parcerias, sobretudo com as câmaras municipais, que são fundamentais, porque ao fazer concertos ao ar livre com características que nós queremos que sejam especiais com ambiente patrimonial, obrigam a uma colaboração muito íntima”, explicou António Jorge Pacheco.

Segundo o responsável, o “problema” para 2020 vai ser “dar resposta a todos”, porque além das cidades que já receberam a Orquestra no Património em 2019 – Faro, Braga, Porto, Mafra, Castelo Branco, Viana do Castelo e Évora -, há outras “que tiveram conhecimento do programa e que estão a pedir” para participar.

A iniciativa da Casa de Partida, que consiste em levar por Portugal músicos que passaram pelos palcos da Casa da Música e que se distinguiram pela sua qualidade, é outra das apostas do diretor artístico.

“Todos os anos temos dezenas de concertos Novos Talentos […]. Fazemos uma seleção daqueles que achamos que são os melhores e estamos a criar parcerias com várias salas e teatros municipais, nomeadamente em festivais por todo o país”, explicou.

Um dos destaques da programação de 2020 da Casa da Música, apresentada hoje, em conferência de imprensa, é a estreia mundial da “nova obra para orquestra espacializada” do compositor francês Philippe Manoury.

O espetáculo está marcado para o dia 17 de abril e trata-se de uma encomenda da Casa da Música e Musica Viva/Bayerischen Rundfunk.

A Casa da Música vai dedicar o ano de 2020 a França, que já foi país em destaque em 2012 na instituição que assinala o seu 15.º aniversário com uma programação que inclui a integral das sinfonias de Beethoven.

“A França continua a ser uma das grandes potências culturais, da arte, do pensamento e, portanto, olhando para aquilo que foi a programação de 2012, nota que ficaram imensas lacunas, ficou muito por explorar e, portanto, achei que valia a pena regressar ao ano França, com uma perspetiva diferente” e ao longo da temporada fazer uma viagem ao “longo da história da música francesa desde a escola de Notre Dame [século XIV] até aos dias de hoje”, explicou António Jorge Pacheco.

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