Segundo a programação para os últimos meses do ano, apresentada hoje, o concerto de dia 11 de dezembro vai ter direção musical de Daniel Reuss e vai contar com a soprano Ruby Hughes, a contralto Marianne Beate Kielland, o tenor Rupert Charlesworth e o baixo James Newby.

O diretor artístico da Casa da Música, António Jorge Pacheco, explicou, em conferência de imprensa, que esta é “a primeira grande colaboração com a Fundação Social ‘La Caixa’, mas não a última”.

“Convidamos toda a população do Porto, porque um concerto participativo é diferente, a música não só chega do cenário para o público, mas flui em toda a sala. Os cantores vão participar e poder viver um concerto participativo, mas o público vai ter também umas sensações artísticas diferentes do que teria num concerto regular. A música flui e circula de uma forma diferente e também essas emoções”, explicou a responsável pelos programas musicais da fundação “La Caixa”, Nuria Castells.

António Jorge Pacheco revelou que a Casa da Música vai voltar a participar na próxima edição do Fórum do Futuro, que se vai focar no “impacto da antiguidade clássica na cultura e sociedade contemporânea”, com a presença do compositor Harrison Birtwistle, que tem “inúmeras obras instrumentais e até óperas inspiradas na mitologia grega”.

“Ninguém melhor para falar do que significa para ele essa referência à mitologia grega. Teremos uma das grandes especialistas britânicas e da atualidade da cultura greco-latina e que é simultaneamente chefe de cultura do The Guardian, a Charlotte Higgins. A conferência será moderada pela Gillian Moore, diretora de música do Southbank Centre, em Londres, e ela própria uma especialista na música do Harrison Birtwistle, que foi nosso compositor residente o ano passado”, afirmou.

A temporada da Casa da Música reabre na quinta-feira com o concerto da Orquestra XXI, na Sala Suggia, seguindo-se os já habituais e gratuitos concertos na avenida dos Aliados: na sexta-feira, a Orquestra Barroca vai interpretar peças de Vivaldi e Avondano, enquanto no sábado a Orquestra Sinfónica do Porto, sob direção do maestro titular, Baldur Brönnimann, vai fazer ouvir “música célebre do repertório sinfónico”, de Strauss a Vaughan Williams, passando Aaron Copland e Bizet.

“A programação é intensa, continuamos com a linha dedicada aos jovens valores da música, quer na Sala 2, com os novos talentos, quer com os concertos de entrada livre no palco do café. São mais de 100 concertos, que são motivos para visitar a Casa da Música”, indicou o responsável.

Entre os destaques dos últimos quatro meses do ano encontra-se a “palestra-recital” do austríaco Alfred Brendel, que regressa ao Porto 13 anos depois de ter sido o pianista que inaugurou a primeira temporada de piano da então recém-inaugurada Casa da Música.

Até ao final do ano a Casa da Música vai continuar a acolher a integral das sinfonias de Bruckner e a integral dos concertos para violino de Mozart.

Entretanto, no dia 18 de setembro, no âmbito do ciclo “Fantasia”, o Remix Ensemble vai estrear “Beethoven quasi una fantasia”, op.27 n.º 2, de Daniel Moreira, numa encomenda conjunta da Casa da Música com a Filarmónica de Colónia. No dia 22, no âmbito do mesmo ciclo, a Orquestra Sinfónica do Porto estreia “Bach Fantasia BWV 922”, de Johannes Schöllhorn.

Já no dia 6 de novembro, o Remix Ensemble protagoniza a estreia mundial de “im Schatten der Harfe”, do compositor em residência Georg Friederich Haas.

Em outubro, a Casa da Música volta a receber o “Outono em Jazz”, com concertos do Tarkovsky Quartet, Bruno Pernadas Quarteto, Femi Temowo, Ambrose Akinmusire Quartet, Rudresh Mahanthappa, entre outros.

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