“De 01 de setembro de 2021 a 20 de dezembro de 2022, vamos ter, a partir deste teatro [Sá de Miranda], 450 dias de festa e construção, expandidos por diversas tipologias sete iniciativas, criações, coproduções, acolhimentos, residências, exposições, edições e oficinas”, afirmou a presidente da companhia, Elisabete Pinto.

A responsável, que falava em conferência de imprensa para apresentação do ciclo “30 Anos de Futuro”, disse ser aquele o “mote e fio condutor de uma programação comemorativa que vai revisitar a história do Teatro do Noroeste-CDV desde sua fundação, no teatro municipal Sá de Miranda, em 1991”, e que irá sendo anunciada ao longo do próximo ano.

Elisabete Pinto adiantou que aquela programação exorta a um “olhar para o presente” do projeto cultural nas suas várias aceções, “por exemplo, a de ser hoje o maior empregador do setor artístico profissional dos dez concelhos do Alto Minho”, empregando, “com contrato de trabalho”, 18 pessoas.

Segundo a presidente da companhia, outros dos desafios que se colocam ao Teatro do Noroeste-CVD prendem-se com o futuro que é preciso “pensar, planear e projetar para os próximos cinco anos”, tendo em conta “o próximo Quadro de Apoio Sustentado às Artes e o programa Europa Criativa 2021/2027”.

O diretor artístico do Teatro do Noroeste-CDV, Ricardo Simões, anunciou que em 2022 a companhia vai iniciar um programa de residências, em permanência, designado Sala Aberta, que funcionará, a partir de janeiro, "durante todo o ano", na sala de ensaios do teatro municipal, destinado a acolher "todos os artistas".

Até final do próximo ano, a companhia quer ainda criar a Academia CDV. Trata-se de um novo espaço para instalar mais uma sala de ensaios, um estúdio de áudio e vídeo, um centro de documentação, uma biblioteca para acolher 600 livros e um arquivo para o espólio da companhia.

Quanto à programação do ciclo comemorativo dos 30 anos do Teatro do Noroeste-CDV, Ricardo Simões explicou que arranca no dia 10, com a comédia musical “Inconsolável Viúva”, de e com Fernando Gomes.

Aos jornalistas, o ator disse ser um espetáculo divertido, com muita música, muitas canções, um estilo que agrada, de uma maneira geral, a um público vasto.

A 147.ª criação da companhia “marca o regresso do ator, autor e encenador português ao palco da capital do Alto Minho”.

A peça vai estar em cena até 25 de setembro, com sessões de quarta-feira a sábado, às 19:h00, aos domingos, às 16h00 e, no dia 17 de setembro, sexta-feira, às 21h00.

Em outubro, sobe ao palco da sala principal do Sá de Miranda, a peça “Gostava de estar viva para vê-los sofrer”, interpretada por Ana Bustorff, com encenação do espanhol Inácio Garcia.

Ainda em outubro, o programa inclui a peça “Yolo”, “uma das primeiras coproduções que serão apresentadas no ciclo dos 30 anos, uma criação de uma artista natural do concelho, Sara Inês Gigante”.

Em novembro, decorre o Festival de Teatro de Viana do Castelo, este ano com mais dois dias para acomodar os espetáculos que não se realizaram em 2020 devido à pandemia de COVID-19.

O programa do festival será apresentado no dia 12 de outubro, com um concerto do coletivo Azenha, mas Ricardo Simões adiantou que incluirá “cinco das 10 coproduções que o Teatro do Noroeste-CDV está a apoiar há mais de um ano”.

A primeira será do coletivo Cassandra, um espetáculo que vai ser interpretado pela atriz, dramaturga e encenadora Sara Barros Leitão.

Presente no encontro com os jornalistas, Sara Barros Leitão explicou tratar-se da peça “’Monólogo de uma mulher chamada Maria com a sua patroa’ que foi roubado a um dos textos que compõem o livro ‘Novas Cartas Portuguesas’, escrito em 1971”.

A atriz, que se estreou há 11 anos no teatro municipal Sá de Miranda, disse ter ficado “emocionada com os projetos de futuro do Teatro do Noroeste-CDV depois de mais de um ano e meio tão duro para tantos colegas” do setor das artes.

“O que precisamos mesmo é de pensar no futuro porque neste momento é como se não houvesse futuro para tanto passado que ficou por fazer. É muito esperançoso”, disse Sara Barros Leitão, que realçou o facto de a companhia “ser a principal empregadora” do setor no distrito de Viana do Castelo.

A atriz destacou ainda a aposta do Teatro do Noroeste nas coproduções, por proporcionar condições para que concretização de projetos artísticos.

“É isso que significa ser coprodutor. É acreditar em projetos que ainda não existem. Que não são já sucessos de bilheteira e que podem nunca vir a ser, que podem ser verdadeiros ‘flops’ e está tudo bem porque só com o erro é que se consegue caminhar e encontrar novas coisas”, disse.

O dia 6 de dezembro, data em que se cumprem os 30 anos da companhia, vai ser marcado pela estreia de “Hantíguna” a partir do texto de Sófocles, reescrito e com encenação de Guilhermo Heras e tradução de Alexandra Moreira da Silva.

A peça permanece em cena até 18 dezembro “e é a primeira coprodução do Teatro do Noroeste-CDV com o Teatro Nacional São João, do Porto”.

No dia 21 de dezembro, um concerto por Pedro Caldeira Cabral marcará a apresentação da programação para 2022, uma parceria entre a companhia e a Câmara de Viana do Castelo.

Os concertos de apresentação da programação da companhia são de entrada livre.

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