“Esperamos melhorar a rede e potenciar para outras relações, falo da complementaridade de escalas que podem existir de diferentes níveis de financiamento, de estratégias de políticas culturais que estão ligadas ao desenvolvimento dos territórios, mas também falo de internacionalizar este projeto”, sustentou.

Entre 2014 e 2021 a Oficina Municipal de Teatro Teatrão, de Coimbra, desenhou e implementou uma rede de criação, programação e produção de conhecimento nas artes performativas em colaboração com oito municípios da Região Centro: Belmonte, Coimbra, Figueira da Foz, Fundão, Guarda, Ourém, Tábua e Viseu.

A Rede Artéria, projeto de intervenção sociocultural, com coordenação artística do Teatrão e académica do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, combinou, durante este período, produção de conhecimento científico, participação da comunidade e criação artística.

Os resultados do projeto foram tornados públicos ao final da tarde de segunda-feira, com o lançamento de uma publicação, servindo o momento também para preparar o futuro e pensar num segundo ciclo de um projeto que pretende “gerar mais e melhores impactos no fortalecimento do tecido cultural deste território”.

Aos jornalistas, Isabel Craveiro sublinhou a importância da experiência trazida por este projeto, que tem a produção académica como imagem de marca, poder vir a ser partilhada com outros lugares do mundo, colocando o conhecimento em circulação.

“Já depois da edição tivemos mais um artigo publicado, numa revista internacional. Isso quer dizer que isto são assuntos que não nos interessam só a nós, mas que o benefício será imenso se conseguirmos outros parceiros e outras trocas”, sustentou.

No seu entender, o trabalho desenvolvido apresenta muitas virtudes e pode vir a ser alargado a mais municípios da região.

Pode ainda ser internacionalizado como modelo de boas práticas na área da cultura, envolvendo academias de outras latitudes e municípios observadores convidados de outros países.

“Deve contribuir decisivamente para a evolução do desenho de políticas culturais municipais pensadas com as populações, com os agentes culturais, com os públicos e com as academias”, indicou.

A publicação Rede Artéria - Territórios, Criação Artística, Ciência", onde estão vertidos os resultados do projeto, foi apresentada pelo professor universitário André Barata.

Esta publicação contém o relatório do que foi o projeto, apresentando reflexões, bem como algumas recomendações.

“O grande dever neste momento, e penso que é o sentimento de quem esteve neste projeto, é que o poder público, os municípios, possam continuar e até alargar esta lição de intermunicipalismo destes oito municípios”, alegou André Barata.

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