Três anos após o massacre que matou 90 pessoas, a atuação de Médine, "que cantou 'crucifiquemos os laicos'" é um "sacrilégio às vítimas, uma desonra para a França", disse no Twitter Laurent Wauquiez, presidente do partido conservador de oposição Les Républicains.

"Nenhum francês pode aceitar que este sujeito apresente as suas loucuras no local do massacre do Bataclan. Chega de complacência ou pior, de incitação ao fundamentalismo", twitou Marine Le Pen, presidente da Associação Nacional (ex-Frente Nacional).

Até agora nem a casa de espetáculos parisiense nem o rapper de 35 anos de origem argelina reagiram à controvérsia.

Uma petição no site change.org promovida por um ex-delegado regional da Frente Nacional contra a realização dos dois concertos previstos para outubro já reunia esta segunda-feira à tarde mais de 16.400 assinaturas.

Life for Paris, uma associação de vítimas dos ataques de 13 de novembro 2015, que causaram 130 mortos no total, saiu em defesa do Bataclan ressaltando que a casa "também foi vítima dos ataques e é completamente livre na sua programação".

Também afirmou que "não deixará ninguém explorar a memória das vítimas dos ataques para fins políticos, como neste caso".

Na sua canção "Don't Laik", lançada dias antes do ataque jihadista contra a revista Charlie Hebdo em janeiro de 2015 em Paris (11 mortos), Médine canta "crucifiquemos os laicos".

No ano passado, o rapper disse que tinha "a sensação de ter ido longe demais" com essa música.

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