Intitulado “Crossroads: A Key to All Mythologies, Volume 1”, o sexto romance de Jonathan Franzen traça a história da família Hildebrandt: o pai Russ, a mulher, Marion”, e os seus filhos.

A sua editora, Farrar, Straus e Giroux, descreve “Crossroads” como alternadamente cómico e angustiante, “um ‘tour-de-force’ de perspetivas entrelaçadas e suspense sustentado”.

“Inserido num momento histórico de crise moral, que remonta ao início do século XX, ‘Crossroads’ serve de base para uma investigação abrangente das mitologias humanas, uma vez que a família Hildebrandt navega nas correntes cruzadas políticas, intelectuais e sociais dos últimos 50 anos”, acrescenta.

De acordo com o site oficial do autor, a história começa a 23 de dezembro de 1971, altura em que a família Hildebrandt se encontra numa encruzilhada.

O patriarca, Russ, pastor associado de uma igreja suburbana de Chicago, “está prestes a libertar-se de um casamento que considera sem alegria - a menos que a sua brilhante e instável esposa, Marion, se liberte dele primeiro”.

O filho mais velho, Clem, regressa a casa vindo da universidade, depois de ter praticado uma ação que irá devastar o pai. A irmã de Clem, Becky, há muito a rainha social da sua turma do liceu, entrou na contracultura da época, enquanto o seu irmão mais novo, Perry, farto de vender erva para sustentar o seu vício da droga, resolveu firmemente tornar-se uma pessoa melhor.

Cada um dos Hildebrandts procura uma liberdade que cada um dos outros ameaça complicar.

“Jonathan Franzen é muitas vezes descrito como um contador de histórias familiares. Só agora, porém, em ‘Crossroads’, nos deu um romance em que uma família, em toda a complexidade do seu funcionamento, está verdadeiramente no centro”, descreve a editora.

“Crossroads” é o primeiro volume de uma trilogia, “A Key to All Mythologies”, que abrangerá três gerações e traçará a vida interior da cultura norte-americana até aos dias de hoje.

Segundo o jornal The Guardian, em 2018, Jonathan Franzen disse numa entrevista que não acreditava que alguém tivesse mais do que “seis romances totalmente realizados” e que estava a trabalhar no seu sexto romance, que seria o último.

“Posso estar enganado”, disse na altura, “mas, de alguma forma, sinto que este é realmente o último".

Afinal, o autor veio agora mostrar que estava enganado, já que o seu sexto romance, sendo o primeiro volume de uma trilogia, não é verdadeiramente o último.

O livro mais recentemente publicado pelo autor norte-americano, em 2018, foi “O fim do fim da Terra”, um conjunto de ensaios e discursos escritos nos cinco anos anteriores, abordando temas que o preocupam, como o seu relacionamento com o tio, a sua juventude, as alterações climáticas, a crise das aves marinhas, a literatura, a desintegração da Europa, as redes sociais, a tecnologia e o consumismo.

A Dom Quixote tem vindo a publicar a obra do ensaísta e romancista norte-americano, tendo começado, em 2003, com “Correções”, um drama familiar satírico, que recebeu grande reconhecimento da crítica e do público, e valeu ao autor os prémios National Book Award e James Tait Black Memorial Prize.

Este romance teve cinco edições em Portugal, a última das quais em 2015.

Foram ainda publicados pela Dom Quixote “Liberdade”, “A zona de desconforto” e “Purity”.

Jonathan Frazen nasceu em Western Springs, Illinois, nos Estados Unidos da América, em 1959, e cresceu em Webster Groves, Missouri, um subúrbio de St. Louis, Missouri, tendo-se licenciado em alemão pelo Swarthmore College, em 1981.

Em 1987 mudou-se de Boston - para onde fora viver com o objetivo de seguir carreira como escritor - para Nova Iorque, e no ano seguinte publicou a sua primeira obra, “The Twenty-Seventh City” (sem tradução para português), um romance que trata da decadência da cidade de St. Louis.

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