Em relação ao número de candidaturas apresentadas, num total de 155, conforme os números avançados pela DGArtes, e tendo em conta os mapas anexos aos resultados, cerca de 30% das candidaturas (48) não foram consideradas elegíveis para apoio.

A resposta positiva foi dada a perto de 35% das candidaturas elegíveis.

Em 2019, o número total de candidaturas apoiadas fixou-se em 17. Este ano, este número mais do que duplica, para 37, refletindo um aumento de 118%, sublinha a DGArtes, no comunicado divulgado esta noite.

O reforço financeiro de 290 mil euros deste programa, dos 700 mil para os 990 mil euros, anunciado na quinta-feira pela ministra da Cultura, veio permitir o financiamento de mais 11 projetos, acrescenta a DGArtes.

O prazo de candidaturas ao Programa de Apoio à Programação e Desenvolvimento de Públicos esteve aberto de 29 de maio a 2 de julho.

Este programa "destina-se a apoiar ciclos, mostras, festivais, entre outros projetos de gestão da oferta cultural, nos subdomínios de acolhimentos, coproduções e residências artísticas", com o objetivo de promover "a captação, sensibilização e qualificação de públicos", assim como "ações em articulação com o ensino formal, não formal e ações de promoção, proximidade e acessibilidade", enumera a DGArtes.

Em 2019, a sua dotação foi de 500 mil euros, e o número de candidaturas situou-se em 73. Este ano, as candidaturas submetidas à Comissão de Apreciação subiu a 155, segundo os dados publicados pela DGArtes.

Ainda segundo os resultados hoje divulgados, este ano são apoiadas "13 candidaturas na área de música, 13 na área de cruzamento disciplinar, quatro na área de teatro, três na área de dança, duas na área de artes plásticas, uma na área de fotografia e uma na área de circo contemporâneo e artes de rua".

Quanto à distribuição das candidaturas pelos patamares financeiros do programa (15 mil, 25 mil, 40 mil e 50 mil euros), a DGArtes apresenta os seguintes resultados: "14 candidaturas (quatro na área de cruzamento disciplinar, quatro de música, três de dança, duas de teatro e uma de circo contemporâneo e artes de rua)" ficam no patamar de 15 mil euros; "12 (seis na área de cruzamento disciplinar, cinco de música e uma de teatro)", no de 25 mil e sete "(duas na área de artes plásticas, duas de cruzamento disciplinar, duas de música e uma de fotografia)", nos 40 mil euros.

No patamar mais elevado, de 50 mil euros, encontram-se quatro candidaturas: "duas na área de música, uma de teatro e uma de cruzamento disciplinar".

Segundo os mapas dos resultados, entre as entidades com candidaturas elegíveis que obtêm apoio, estão o Centro Dramático de Évora (Cendrev), a Fundação de Arte de Cerveira, a Boca - Associação Cultural, o projeto Sons da Lusofonia, a Companhia Alentejana de Dança Contemporânea e o Teatro Experimental de Lagos.

Os mesmos mapas colocam estruturas como o Teatro Ibérico, a Casa Bernardo Sassetti e o DSCH - Schostakovich Ensemble entre as cerca de 70 entidades com candidaturas elegíveis, que não obtiveram financiamento, na área de desenvolvimento de públicos.

A DGArtes anunciara já, hoje à tarde, os resultados na área da Internacionalização, do Programa de Apoio a Projetos, num total de 61 candidaturas para 563 mil euros de financiamento.

No âmbito deste Programa de Apoio a Projetos, aguardam-se ainda os resultados do concurso no domínio da Criação e Edição, que mobiliza mais de metade das verbas disponíveis - 2,42 milhões de euros -, para uma dotação total de 3,97 milhões de euros, a distribuir pelos três domínios (Internacionalização, Programação e Desenvolvimento de Públicos e Criação e Edição).

A área da Criação e Edição dispõe de quatro patamares de apoio: "10 mil, 20 mil, 30 mil e 40 mil” euros.

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