“A Rebelião” é o título do romance de Joseph Roth publicado originalmente em 1924 e que chega agora a Portugal, editado pela Cavalo de Ferro, que prossegue a publicação, a partir dos originais, dos romances essenciais do escritor austríaco.

A história é um retrato de uma sociedade austríaca profundamente humilhada, fraturada e perdida, cuja opressiva e burocrática máquina estatal continua a controlar de forma cega os destinos dos cidadãos.

A Alfaguara vai publicar mais um livro do escritor francês Michel Houellebecq, “Plataforma”, romance original de 2001 que “abalou França pela visão provocadora do cinismo e do desamor a que chegou a sociedade ocidental”.

A escritora portuguesa Djaimilia Pereira de Almeida chega também com um novo romance, “Maremoto”, editado pela Relógio d’Água, que vai publicar também o conto “Sr. Salário”, da escritora irlandesa Sally Rooney.

“Vita Nova”, de Louise Gluck, coleção de poesia da vencedora do Nobel de Literatura de 2020, traduzida por Ana Luísa Amaral, “Correspondência entre Agustina Bessa-Luís e Juan Rodolfo Wilcock”, com prefácio de Ernesto Montequin, “Diário da Peste”, de Gonçalo M. Tavares, e “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, em versão romance gráfico, com ilustrações de Tim Hamilton, são outras novidades desta editora.

“Luto”, do escritor guatemalteco Eduardo Halfon, vencedor de vários prémios literários, entre os quais o de melhor livro estrangeiro em França, vai ser publicado pela Dom Quixote.

Neste romance, o autor regressa ao universo que tem vindo a construir em torno da personagem chamada Eduardo Halfon – que pode ou não ser o autor – e da história da sua família, centrando-se no lado paterno da família: emigrantes judeus libaneses que se radicaram nos EUA e na Guatemala.

A Dom Quixote traz ainda o regresso de Patrícia Reis ao espaço literário com “Da meia-noite às seis” e “A cadela”, da colombiana Pilar Quintana, finalista do National Book Award 2020, bem como as reedições do primeiro livro de John le Carré, “Chamada para o morto”, e do último do japonês Shusaku Endo, “Rio profundo”.

A Casa das Letras vai publicar “Os Amores do Senhor Nishino”, de Hiromi Kawakami, uma das escritoras contemporâneas mais populares no Japão, que trata o tema do amor nas suas mais variadas facetas, desde a inclinação amorosa à paixão doentia, passando pelo amor de sangue entre irmãos.

A Companhia das Letras estreia em Portugal Jefferson Tenóio, nova voz no panorama da ficção literária brasileira, com “O avesso da pele”, um romance sobre as relações entre pais e filhos, mas também sobre um país sulcado pela segregação e pela pobreza.

A mesma editora publica um novo livro de Afonso Cruz, “O vício dos livros”, com ilustrações do autor, uma colheita de relatos históricos e curiosidades literárias, de reflexões e memórias pessoais.

No próximo mês, chega também às livrarias “Despertar os Leões”, um novo romance da escritora israelita Ayelet Gundar-Goshen - autora de “Só uma Noite, Markovitch” -, com tradução direta do hebraico e editado pela Elsinore.

Esta é uma história sobre um médico que acidentalmente atropela um refugiado eritreu e foge em pânico, que “desafia os leitores a confrontarem-se com os seus próprios valores e preconceitos”.

A Antígona lança “A Aparência das Coisas”, uma compilação de ensaios e artigos escolhidos do critico de arte inglês John Berger, escritos na década de 1960, e o ensaio “O apoio mútuo – Um fator da evolução”, obra do anarquista russo Piotr Kropotkine, a assinalar o centenário da sua morte.

Outa aposta desta editora é o romance “Dos nossos irmãos feridos”, que valeu a Joseph Andras o Prémio Goncourt para primeiro romance, em 2016, mas que o autor recusou, alegando que a sua “conceção de literatura não é compatível com a ideia de competição, e a concorrência e a rivalidade são alheias à escrita e à criação”, e também porque sempre preferiu o anonimato.

Trata-se de uma história sobre o “caso verídico de Fernand Iveton, ‘pied-noir’ executado durante a Guerra da Argélia, em novembro de 1956: um castigo que se pretendia exemplar e um aviso a todos os europeus que tomassem o partido dos colonizados e do anticolonialismo”, descreve a editora.

“Antes que o Café Arrefeça”, romance de estreia do autor japonês Toshikazu Kawaguchi, é a proposta da Presença para abril na área da ficção.

A Quetzal vai colocar à venda um novo livro de Maria do Rosário Pedreira, “Adeus futuro”, que reúne os seus textos publicados numa crónica semanal no Diário de Notícias e no blogue pessoal, As Horas Extraordinárias, sobre temas tão diversos como a queda do Muro de Berlim, o Brexit, o Acordo Ortográfico, a descrição dos dias da adolescência, a religião, a crise do ensino das Humanidades, o fado ou a crise ambiental.

“Sobreviventes” é o romance que a Porto Editora vai lançar, da autoria de Alex Schulman, sobre o reencontro de três irmãos, após a morte da mãe, que traz velhos traumas à superfície, aumentado a tensão entre eles.

Pelas Edições 70 será publicado “Conselho da Revolução (1975-1982)”, David Castaño e Maria Inácia Rezola, a “única obra até à data sobre um órgão que moldou o regime pós-25 de Abril e garantiu a consolidação da democracia em Portugal”, segundo a editora.

A mesma editora vai lançar, pela primeira vez em Portugal, “Antropologia e Vida Moderna”, de Franz Boas, “o livro que revolucionou a antropologia há quase 100 anos (ao desmontar teorias como a da supremacia racial ou da eugenia)”, uma obra “mais atual do que nunca”.

A Tinta-da-China, que está a “tentar avançar com calma” no plano da retoma dos lançamentos, vai publicar um único livro em abril: “O Reino”, de Emmanuel Carrère, com tradução de Ana Cardoso Pires.

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