Sharon Stone defendeu publicamente James Franco, acusado de alegado assédio sexual e comportamento impróprio.

A atriz não gostou de o ver o colega, com quem trabalhou vários vezes, julgado na praça pública.

"Não penso que estes julgamentos sem regras sejam completamente corretos. Penso que as pessoas devem assumir responsabilidade pelas ações, mas sinto que é necessário seguir algumas regras", explicou no podcast WTF, acrescentando que tem de existir um balanço racional e que não é tudo a preto e branco.

Em janeiro, em plena promoção de "Um Desastre de Artista", James Franco foi colocado em causa ao aparecer na cerimónia dos Globos de Ouro com um pin de apoio ao movimento Time's Up para defender as vítimas de abuso sexual.

Várias mulheres fizeram acusações que arrasaram a sua imagem em Hollywood, lhe custaram provavelmente uma nomeação para os Óscares e lançaram uma sombra sobre o futuro da sua carreira. Entre elas, quatro ex-estudantes da escola de atores criada por Franco, que afirmaram que se sentiram incomodadas com o seu comportamento, especialmente durante cenas de nudez.

Convidado a reagir por vários programas de televisão de grande audiência, James Franco foi vago.

"As coisas que ouvi que estavam no Twitter não eram corretas. Mas apoio completamente as pessoas darem a cara e serem capazes de ter uma voz porque não a tiveram durante muito tempo. Portanto, não as quero calar de forma alguma acho que é uma coisa boa e apoio [...] Se fiz alguma coisa errada irei corrigi-la. Tenho de o fazer. Acho que é assim que funciona. Não tenho realmente as respostas em relação à questão maior de como o fazermos. Acho que a questão de tudo isto é ouvirmos", ", explicou no programa de Stephen Corbett.

"Estou consternada com isto que está a acontecer. Onde a namorada pode dizer que está ofendida que ele tenha pedido para fazer sexo oral, quando estavam a namorar e agora, de repente, é um vilão", explicou Sharon Stone, referindo-se à quinta acusadora, Violet Paley, agora com 23 anos, que disse que se sentiu obrigada a fazer sexo oral a James Franco quando os dois mantinham uma relação.

"Tenho de dizer que trabalhei com ele, conheço-o, é o homem mais adorável, gentil, doce, elegante e amável. O amigo mais bondoso, um profissional encantador.  Estou absolutamente consternada com isto", acrescentou.

A atriz de 60 anos apoia o movimento #MeToo e recordou que "já viu de tudo" na sua carreira com 40 anos, descrevendo muito do comportamento que tem sido relatado nos últimos meses como odioso, mas insistiu que nem todos os homens que não sabem o que estão a fazer na vida são criminosos.

"Alguns homens são simplesmente incrivelmente estúpidos. Saímos com eles, trazem-nos a casa para conseguirem um beijo de boa-noite e agarram na nossa mão para a colocar no seu pénis. Um homem de 50 anos. Não acho que me estejam a assediar sexualmente, acho que são simplesmente incrivelmente estúpidos e grosseiros", defendeu.

Nessas circunstâncias, acrescentou, a reação devia ser "Por favor, nunca mais me ligues porque és alguém demasiado estúpido para namorar".