“Ainda não estamos totalmente livres do vírus, mas já é possível voltar à rua, voltar aos encontros presenciais que o digital nunca substitui na totalidade. Voltamos a um mês em que os bairros e casas regionais como esta [Casa do Concelho de Tomar] se abrem àquilo que a cidade tem de melhor: as suas pessoas”, disse a presidente da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), Joana Gomes Cardoso.

A responsável falava na apresentação das Festas de Lisboa 2022, que vão decorrer, um pouco por toda a cidade, entre 28 de maio e 30 de junho, com marchas populares, concertos, cinema, teatro, exposições e arraiais.

Joana Gomes Cardoso referiu a “ironia de estar a preparar festas quando não muito longe há civis inocentes que estão a ser alvo de extrema violência, a ter de sair de casa” devido à guerra na Ucrânia, salientando que o sentido que encontrou, depois de dois anos de pandemia e agora uma guerra, é que todos valorizem o facto de se poder já festejar.

“Continuarmos a ser ultrapassados pela realidade, depois da pandemia, temos agora uma guerra na Europa […]. Pela primeira vez, por muita vontade que tivéssemos de festejar, houve este peso” durante a organização das festas, no entanto, permitiu-se chamar a estas festas “uma celebração consciente daquilo que está a acontecer solidarizando-nos com as outras pessoas”, salientou.

Joana Gomes Cardoso sublinhou ainda importância das festas, não apenas na dimensão económica, mas também emocional: “o custo emocional de não ter havido por exemplo marchas populares nos últimos dois anos foi, provavelmente, muito superior ao económico, que houve também e que a câmara apoiou”.

Segundo a responsável, a escolha do local da apresentação das festas prendeu-se com o facto de “reforçar a ideia de que as festas de Lisboa são para todos e todas, não são apenas no centro histórico da cidade, só para lisboetas”.

Este ano, as casas regionais da cidade também se juntam ao programa das festas, com ranchos folclóricos, tunas, bombos e fado na Quinta das Conchas, num encontro de dois dias, em 25 e 26 de junho.

Ainda em maio, no último domingo do mês, dia 29, irá decorrer o espetáculo “O que nos une", com o músico e compositor cabo-verdiano Tito Paris a reunir em palco, nos jardins da Torre de Belém, vozes como as de Cremilda Medina, Joana Amendoeira, Paulo Gonzo e Djodje, num concerto que celebra também os 40 anos de carreira.

As Marchas Populares também estão de volta, com as primeiras exibições no Altice Arena, nos dias 3, 4 e 5 de junho, a partir das 21h00.

Depois, na noite de Santo António, de 12 para 13 de junho, as marchas voltam a descer a Avenida da Liberdade, a partir das 21h45, num desfile que será encabeçado pela Marcha Popular de Vale do Açor, convidada desta edição, e com a participação, pela primeira vez, da Marcha Infantil das Escolas de Lisboa.

O fado volta também ao Castelo de São Jorge, palco privilegiado de encontros musicais improváveis, com Ricardo Ribeiro a junta-se ao pianista de jazz João Paulo Esteves da Silva (dia 17) e Teresinha Landeiro a interpretar duetos inéditos com os artistas Agir e Mimi Froes (dia 18).

No feriado do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a cidade vai também ser ‘invadida’ por órgãos do corpo humano – como uma mão e um pé, uma boca, um nariz, uma orelha e um olho – que irão circular, entre 9 e 11 de junho, pelos jardins e praças de Lisboa, numa performance protagonizada pela companhia Snuff Puppets, comunidade de artistas de Melbourne.

Fazem parte ainda do programa das festas, a Festa da Diversidade (18 e 19 de junho), o Arraial Lisboa Pride (25 de junho), CineConchas (fins de semana de julho), Bairro em Festa (20 a 26 de junho), entre outras iniciativas.

O encerramento será na Praça do Comércio com o concerto “Cheira a Lisboa”, numa homenagem aos 100 anos do Parque Mayer, o berço das Marchas Populares.

Em palco estarão a Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direção do maestro Cesário Costa, acompanhada por Anabela, FF, Katia Guerreiro, Luís Trigacheiro, Lura e Marco Rodrigues, que vão recriar 22 clássicos da música popular com a ‘roupagem’ dos arranjadores Filipe Raposo, Pedro Moreira e Lino Guerreiro.

Este ano voltam também os Casamentos de Santo António, em 12 de junho, com 16 casais a ‘dar o nó’ em cerimónias religiosas e civis e a celebração dos Casais de Ouro que se juntaram em 1972.

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