"Não é descabido ter os UHF num festival de música folk devido à limpeza das suas músicas e pela abordagem dos temas. Há um aspeto decisivo para que a banda fosse cabeça de cartaz [que foi] devido à publicação, há uns anos, de um álbum que é uma homenagem/evocação a Zeca Afonso, denominado ‘A Herança do Andarilho’", concretizou à Lusa o diretor do FIS, Mário Correia, salientando que, sendo “otimistas por natureza”, têm tudo a postos para o festival, apesar da pandemia de COVID-19.

Pelos palcos que serão montados em Miranda do Douro (30 de julho) e Sendim (31 de julho e 1 de agosto), no distrito de Bragança, prevê-se a atuação de formações folk nacionais, da Irlanda, Escócia, Espanha.

No campo das atividades paralelas à programação do FIS, o destaque que vai para o regresso de Manuel Guimarães, que fará a recriação ao piano do seu álbum "Espinho".

Outras das presenças confirmadas são as de César Prata e Vânia Couto com um projeto de rezas, orações e benzeduras e outros cantos. O programa contempla ainda a atuação da Tuna Popular de Anciães.

Pelo meio estão previstas as atuações de gaiteiros e pauliteiros do planalto Mirandês.

Apesar de a organização prometer um programa "recheado" de atividades, o mesmo não está "imune" à pandemia que assola o país e o mundo, provocada pelo novo coronavírus.

"Somos otimistas por natureza e por esse motivo lançámos a programação dos FIS. Contudo, acataremos todas as indicações que forem emitidas pelas entidades de saúde ou outras. Estamos apreensivos e ao mesmo tempo confiantes a aguardar instruções das autoridades nacionais", vincou Mário Correia.

Segundo o diretor do FIS, as pessoas que reservaram os espaços habitacionais de um ano para o outro para assistirem ao festival ainda não desmarcaram.

"Por nossa sugestão, as reservas em habitações de turismo rural mantêm-se. Se houver cancelamentos, ninguém lhes vai cobrar o que quer que seja", frisou.

No FIS, ao longo dos seus 21 anos de existência é notória a presenças de "muitos espanhóis" que estão convidados, "mas terão que seguir as instruções dadas pelas autoridades de Portugal e Espanha, em matéria de travessias de fronteiras e que estiverem em vigor à data do festival”.

No Nordeste Trasmontano, de momento, só a fronteira de Quintanilha (Bragança) se mantém aberta, mas com controlo policial e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Mário Carreia disse ter indicações de que, caso o festival venha a ser cancelado, há pessoas que farão as suas férias no Planalto Mirandês.

Há ainda a hipótese de o festival ter entrada gratuita e ser transferido para o Parque das Eiras, já que se trata de um local amplo, onde é possível “manter distanciamento social".

"Se estiverem em vigor medidas restritivas devido à propagação da COVID-19, não hesitaremos em cancelar ou adiar o festival", enfatizou a organização do FIS.

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