Durante os próximos três dias passam pelo Largo Marquês de Pombal, em Porto Covo, artistas como a gambiana Sona Jobarteh, que toca kora, instrumento tipicamente executado por homens, o burundês JP Bimeni, a brasileira Luedji Luna, o nigeriano Keziah Jones, o quinteto de mulheres sul-coreanas The Tune iou os libaneses The Wanton Bishops.

“É um festival que traz uma diversidade enorme de grupos, culturas, sons e géneros. É um pouco uma ‘Meca’ do que se faz por aí, por esse mundo fora”, disse à Lusa o diretor artístico e de produção, Carlos Seixas.

A 21.ª edição do “mais cosmopolita de todos os festivais portugueses” – nas palavras do seu programador – inclui 51 concertos e algumas novidades: a passagem por Porto Covo foi reduzida a três dias (18, 19 e 20) e apostou-se em “mais diversidade e maior cuidado” nas iniciativas paralelas, com o regresso do ciclo de cinema e das conversas célebres do passado com músicos e escritores.

Esta edição reforçará ainda a preocupação com o “movimento verde”, adiantou Carlos Seixas.

Com um orçamento que prevê uma despesa de 860 mil euros e uma receita de 550 mil euros, segundo dados fornecidos pela organização, o FMM mantém a singularidade de ser organizado e financiado pela autarquia de Sines.

A relação com a Câmara Municipal “é ótima”, garantiu Carlos Seixas. “Mantém-se a necessidade de se fazer um festival de grande qualidade, diversificado”, que revela “cuidado naquilo que mostra e também naquilo que produz”, acrescentou.

Um dos principais desafios do FMM continua a ser o alojamento, numa “cidade pequena”, que, a “nível estrutural é muito difícil”, sublinhou o programador, referindo a perspetiva de aumento de oferta dentro de dois anos.

Até lá, o alojamento, ou a falta dele, continua a ser “um grave problema”, admitiu.

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