Uma exposição dedicada a Alberto Carneiro, a mostra “Hoje, Nada”, de Daniel Blaufuks, e “Estás Vendo Coisas”, da dupla Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, são três das mostras previstas para os cinco espaços de exposição de arte contemporânea da capital portuguesa, sem coleção própria: Galeria Quadrum, Pavilhão Branco, Galeria da Boavista, Torreão Nascente da Cordoaria e Galeria da Avenida da Índia.

No domingo, realiza-se a primeira inauguração, a de “A Oficina de Pintura Encarregar-se-á das Partes Pintadas do Cenário”, que vai ficar patente até 24 de novembro, na Galeria Quadrum, em Alvalade, reunindo objetos e outros materiais decorrentes do trabalho de artistas plásticos com companhias de teatro no São Luiz Teatro Municipal.

Júlio Pomar, Joana Villaverde, Mariana Silva ou Adriana Molder são alguns dos nomes desta mostra curada por Susana Pomba, a primeira de um programa de inaugurações que segue com “Bad Behaviuouor”, de Adriana Progranó, na Galeria Boavista, onde vai ficar de 13 de setembro a 10 de novembro.

Com inauguração marcada para 8 de janeiro de 2020, e comissariada pelo novo diretor artístico das Galerias Municipais de Lisboa, Tobi Maier, uma exibição individual de Alberto Carneiro celebra os 40 anos da Cooperativa Diferença, com polos na Galeria Diferença e na Galeria Quadrum, noutro dos destaques para 2019/2020.

Carneiro expôs na Galeria Quadrum em 1975, a que se seguiram outras cinco mostras até 1983, sendo desta feita acompanhado “de outras artistas convidadas”.

A Cooperativa Diferença foi fundada em 1979 por Helena Almeida, Irene Buarque, José Carvalho, José Conduto, Monteiro Gil, António Palolo, Fernanda Pissarro, Maria Rolão, Ernesto de Sousa e Marília Viegas. Está na base da Galeria Diferença, na rua S. Filipe Néri, ampliada com um projeto do arquiteto Nuno Teotónio Pereira.

No Pavilhão Branco, no jardim do Palácio Pimenta (Museu de Lisboa) vai estar patente “Hoje, Nada”, entre 22 de setembro e 24 de novembro, num trabalho do curador Sérgio Mah, que reúne trabalhos de Blaufuks, vindos de séries fotográficas anteriores, a par de algumas obras inéditas, num “quadro conceptual e especulativo sobre o caráter projetivo das imagens”.

A escultura de Rui Sanches, em “Espelho”, será exibida no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, com peças inéditas do início de carreira até objetos desenhados especificamente para a mostra, a inaugurar no dia 28 de setembro e que ficará patente até janeiro de 2020.

Quarenta obras de Claire Fontaine, de pinturas a vídeos e esculturas, estarão na Galeria da Avenida da Índia, a partir de 23 de outubro, depois de idealizada para o Palazzo Ducale, em Génova. A mostra é agora adaptada para permitir “novas associações” do debate sobre a economia e o lucro, nos dias de hoje.

Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, que em junho expuseram no Maus Hábitos, no Porto, e tiveram um filme em competição no festival Curtas Vila do Conde, mostrarão, em 2020, em Lisboa, e na Galeria da Boavista, uma nova exposição em que continuam a utilizar o documentário e a fotografia, para explorar a ligação entre a música e a dança e o tecido social do Brasil.

Nos primeiros três meses do próximo ano, Catarina Simão vai refletir “a ideia de arquivo engajado com a história colonial e a independência de Moçambique”, na Galeria Avenida da Índia.

Entre março e maio, Igor Jesus terá, na Galeria Quadrum, “Traça”, trabalho criado especificamente para Alvalade a partir da cena ‘punk’ dos anos 1980, e de novo sobre a reflexão do corpo - um mural evocativo do músico João Ribas, que liderou as bandas punk Tara Perdida, Ku de Judas e Censurados, encontra-se no jardim dos Coruchéus, na proximidade da galeria.

“Earthkeeping/Earthshaking”, curado por Giulia Lamoni e Vanessa Badagliacca, coloca na Quadrum, entre junho e setembro, os temas de “arte, feminismos e ecologia”, numa mostra coletiva inspirada no número 13 da revista norte-americana Heresies, em 1981.

Trabalhos de Graça Pereira Coutinho, Alicia Barney e Maria José Oliveira estão incluídos numa exposição que pretende “afirmar o papel pioneiro desempenhado por numerosas artistas neste âmbito específico” e problematizar o contributo dado no presente, como se lê na apresentação.

Isabel Carlos e Raúl Miranda curaram uma exposição coletiva que abrirá em 2020, no Torreão Nascente da Cordoaria, que se baseia ainda nos 500 anos da viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães, enquanto Miguel Von Hafe Pérez expõe “Velvet Nirvana” no Pavilhão Branco.

Os espaços lisboetas vão ainda receber, até setembro de 2020, exposições de Mariana Caló e Francisco Queimadela, Kiluanji Kia Henda, Joana Escoval e Geum Beollae e Catarina Botelho.

Os angolanos Yonamine e Tiago Guedes vão marcar 2020 na Galeria Avenida da Índia, com uma colaboração que já passou pela Bienal de São Paulo, em 2014.

Curador, crítico de arte, investigador e docente, Tobi Maier foi escolhido num concurso para a direção das galerias, tuteladas pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) para substituir Sara Antónia Matos, que permanece à frente do Atelier-Museu Júlio Pomar.

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