O júri do Prémio Goncourt revelou a primeira seleção de candidatos a suceder a Hervé Le Tellier, que venceu a edição anterior com o romance “Anomalia”.

David Diop, vencedor do Booker Internacional com “De noite todo o sangue é negro”, editado em Portugal pela Relógio d’Água, está agora na corrida para o Goncourt com um novo romance, intitulado “La porte du voyage sans retour”, uma história de aventura e de amor louco, para denunciar a escravatura que a Europa ainda praticava há 250 anos.

A romancista e dramaturga Christine Angot, de quem foi publicado em Portugal “O incesto”, pela Editorial Notícias, também está entre os primeiros finalistas ao galardão, com o romance “Le Voyage dans l'Est”.

Com livros também publicados em Portugal – “Doces aromas” (Asa) e “Não te amo, Paulus” (Âmbar) –, Agnés Desarthe candidata-se agora ao galardão das letras francesas com “L'éternel fiancé”, assim como a escritora Clara Dupont-Monod, autora de “A loucura do rei Marco” (Difel), que concorre com o livro “S'adapter”.

Entre os nomeados encontram-se alguns repetentes, como é o caso de Sorj Chalandon, que foi finalista do Goncourt em 2011 com “Retour à Killybegs”, e que agora foi selecionado pelo romance “Enfant de salaud”, e Philippe Jaenada, que em 2017 esteve nomeado para o Goncourt com “La Serpe”, que acabou por ganhar o prémio Femina, e que desta vez foi nomeado com o romance “Au printemps des monstres”.

“La carte postale”, de Anne Berest, “Milwaukee Blues”, de Louis-Philippe Dalembert, “Parle tout bas”, de Elsa Fottorino, “S'il n'en reste qu'une”, de Patrice Franceschi, e “Soleil amer”, de Lilia Hassaine, são outros nomeados para a "lista longa" do Prémio Gouncourt.

A lista fica completa com “Les enfants de Cadillac”, de François Noudelmann, “Feu”, de Maria Pourchet, “Le voyant d'Étampes”, de Abel Quentin, “La plus secrète mémoire des hommes”, de Mohamed Mbougar Sarr, e “La fille qu'on appelle”, de Tanguy Viel.

Esta lista conhecerá mais duas etapas de seleção no processo de eleição, a decorrer nos dias nos dias 5 e 26 de outubro.

O vencedor, definido por maioria absoluta, será anunciado no dia 3 de novembro.

Historicamente, o Prémio Goncourt, um dos mais importantes para a literatura em língua francesa, traduz-se apenas num cheque no valor simbólico de 10 euros, entregue ao laureado, mas a sua atribuição provoca desde logo o aumento das vendas e assegura a tradução e edição a nível internacional, segundo o 'site' da Academia.

Desde a sua criação, em 1903, o Goncourt distinguiu escritores como Marcel Proust, Elsa Triolet, Simone de Beauvoir, Romain Gary, Patrick Modiano, Marguerite Duras, Tahar Ben Jelloun, Érik Orsenna, Amin Maalouf, Jonathan Littell, Mathias Énard e Leila Slimani.

No passado mês de maio, a Academia Goncourt atribuiu os habituais "prémios de primavera".

O Goncourt Revelação foi atribuído a Emilienne Malfatto, pelo seu primeiro romance, “Que sur toi se lamente le Tigre”, que mergulha no coração da tragédia de um crime de honra numa família iraquiana: uma jovem grávida e não casada está condenada à morte pelo irmão, para salvar a honra da família.

O Goncourt Biografia distinguiu Pauline Dreyfus, pela obra “Paul Morand”, sobre a escritora Edmonde Charles-Roux; o Goncourt do Conto foi para Shmuel T. Meyer, por “Et la guerre est finie...”; o Goncourt de Poesia foi entregue ao poeta Jacques Roubaud, pelo conjunto da sua obra.

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