A noite da música em Los Angeles promete atuações de artistas novos, bem como homenagens aos veteranos Aerosmith e ao falecido rapper Nipsey Hussle.

Os vencedores das principais categorias serão anunciados na cerimônia, mas a maioria dos prémios será entregue numa sessão anterior que só poderá ser acompanhada online.

Os Grammys tentam reinventar-se com uma injeção de juventude, maior representação feminina e maior diversidade interna, depois de receberem inúmeras críticas por serem muito brancos e masculinos, e generosos demais com figuras já consolidadas.

E este ano, artistas jovens e estreantes dominam a lista de nomeados.

A efervescente rapper Lizzo, de 31 anos, lidera com oito nomeações, incluindo quatro nas principais categorias, enquanto a iconoclasta Billie Eilish, de 18 anos, e a sensação Lil Nas X, de 20, têm seis cada.

O enigmático prodígio do R&B H.E.R., de 22 anos, tem cinco.

Os novos talentos vão enfrentar nomes como Ariana Grande e Beyoncé, além de figuras alternativas como Lana Del Rey, Bon Iver e Vampire Weekend. Veja a lista de nomeados deste ano.

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"As coisas precisam de evoluir"

Entre este  processo de reinvenção, o escândalo bate à porta, embora não esteja claro se será abordado na cerimónia.

Deborah Dugan, a primeira mulher a presidir a The Recording Academy, registou uma denúncia por discriminação logo após ser suspensa do cargo.

Ela alega que foi forçada a deixar o cargo após alertar para casos de assédio sexual na Academia - e assumiu-se como uma das vítimas -, além de irregularidades na votação e outras falhas dentro da organização, uma das mais influentes da música.

Dugan também culpou o seu antecessor Neil Portnow de roubar uma canção estrangeira, cuja identidade não foi revelada, numa acusação que ele considerou como "ridícula e falsa".

"No momento em que ocorre [a denúncia] é doloroso, como é toda a situação, é uma pena", disse Michael McDonald, presidente emérito da MusiCares, a sessão de caridade da Academia que apoia membros da indústria musical. "Acho muito importante que nos concentremos no positivo", disse ele à AFP.

No entanto, McDonald estimou que a Academia deve fazer uma autoanálise e reformar-se: "As coisas precisam de evoluir".

Dugan rotulou a Academia como um "clube de cavalheiros", onde homens poderosos enchem os bolsos e promovem uma cultura misógina com impunidade e observou que artistas nomeados estão presentes nos conselhos de votação das suas categorias.

No entanto, quando questionada numa entrevista ao canal ABC sobre se os Grammys foram "manipulados", Dugan foi evasiva.

"A cada passo que eu tentava tomar, respirava fundo e dizia: 'OK, posso fazer a diferença, posso corrigir isto, posso trabalhar com esta equipa'".

O diretor de Prémios da Academia, Bill Freimuth, negou qualquer irregularidade no processo. "As alegações espúrias de que membros ou comités usam o nosso processo para aumentar as nomeações de artistas são categoricamente falsas, enganosas e erradas", disse em comunicado enviado à Variety.

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