Harvey Weinstein, acusado formalmente por um Grande Júri por violação e agressão sexual, prepara-se para se declarar inocente perante um juiz de Nova Iorque na próxima terça-feira, quando ouvir no tribunal a sua ata de acusação.

O famoso produtor de 66 anos, casado duas vezes e pai de cinco filhos, foi acusado de violação em primeiro e terceiro graus pelo ataque contra uma jovem em 2013, e de forçar outra jovem a fazer sexo oral em 2004.

Weinstein deve comparecer perante um juiz de Nova Iorque às 10h00 locais da próxima terça-feira, segundo o calendário oficial. O seu advogado, Ben Brafman, afirmou ontem que Weinstein "irá declarar-se inocente e defender-se vigorosamente das acusações sem fundamento".

Se for julgado e considerado culpado de todas as acusações, Weinstein pode ser condenado a uma pena até 25 anos de prisão. O seu advogado afirma que a acusação de violação envolve uma mulher com a qual Weinstein "partilhou uma relação consensual durante 10 anos e que continuou durante anos" após o alegado incidente de 2013.

Weinstein foi libertado após pagar uma fiança de 1 milhão de dólares em dinheiro. Entregou ainda o seu passaporte e deve usar uma tornozeleira eletrónica com GPS e não pode sair dos estados de Nova Iorque e Connecticut.

A sua carreira afundou-se quando artigos publicados na revista New Yorker e no jornal New York Times revelaram algumas das mais de 100 denúncias contra ele por abuso, agressão sexual e violação ao longo de três décadas.

O escândalo provocou uma tomada de consciência sobre o abuso e a agressão sexual nos EUA e à volta do mundo, originando inúmeras acusações e atualizações de regras de conduta noutras indústrias.

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