"A minha irmã, Stéphanie, e eu levamos o nosso caso ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos pela falta de respeito aos direitos da família e pela violação excessiva do nosso sistema de segurança jurídica", escreveu o pioneiro da música eletrónica num artigo publicado na sexta-feira no jornal Le Parisien.

A questionada sucessão veio à tona no início da disputa judicial em torno da herança do cantor francês Johnny Hallyday entre a sua viúva e os dois filhos mais velhos da estrela do rock, que questionam o testamento feito nos Estados Unidos pelo seu pai, que os deserdou em virtude da lei californiana.

Em setembro de 2017, o tribunal decidiu, num caso que apresenta muitas analogias, deserdar Jean-Michel Jarre e a sua irmã, sabendo que o seu pai tinha organizado a sua sucessão segundo o direito californiano.

Falecido em 2009, Maurice Jarre deixou todos os seus bens à sua última esposa através de um "family trust", uma estrutura jurídica prevista no direito californiano.

"O direito dos herdeiros não é unicamente um caso de dinheiro, afeta âmbitos muito mais importantes como a proteção dos laços familiares e, para os criadores, o direito moral dos artistas", indicou Jean-Michel Jarre na sua missiva.

"A proibição de ter acesso, se assim o quisermos, a uma foto, a um bem pessoal do nosso pai ou da nossa mãe, isso é o que me surpreende", lamenta o músico, de 69 anos.

Entre os seus argumentos, ele insiste na perda de renda para o Estado francês, devido a "montagens jurídicas" no exterior.

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