O Lisboa String Trio (LST) apresenta o mais recente álbum, “Lisboa”, constituído por composições inéditas e de guitarristas de fado, como Jaime Santos e Domingos Camarinha, na sexta-feira, 19 de fevereiro, no Mercado da Ribeira, na capital.

A escolha deste alinhamento para o disco “foi um bocado casual”, disse à Lusa o guitarrista José Luís Peixoto, um dos músicos que faz parte do trio, ao lado de Bernardo Couto, na guitarra portuguesa, e Carlos Barretto, no contrabaixo.

“No ano passado, no âmbito do ciclo ‘Há fado no cais’, no Centro Cultural de Belém (CCB), Bernardo Couto foi um dos convidados, desafiou-nos a fazer o concerto com ele e a abordar um repertório mais próximo do fado”, contou Peixoto.

O álbum inclui “Variações em Ré”, de Francisco Carvalhinho, “Corrido farense” e “Guitarra triste”, de Domingos Camarinha, “Balada da Saudade”, de Casimiro Ramos, “Quando o meu filho nasceu”, de Jaime Santos, e “D. Filipa”, de José Nunes, todos compositores que foram acompanhadores de fadistas, alguns, autores também de melodias tradicionais de fado.

José Peixoto afirmou que “não seria [este] o passo lógico depois do primeiro disco, ‘Matéria’”, que valeu ao trio o Prémio Carlos Paredes, organizado pela Câmara Municipal de Vila Franca Xira.

Todavia, “o resultado do concerto realizado no CCB agradou tanto”, que os músicos acharam “que devíamos registar em disco”, e daí parte deste novo disco remeter para o universo musical, no qual mais rapidamente se identifica a guitarra portuguesa, o do fado, tendo sido o ponto de partida da construção do álbum.

O CD inclui também composições inéditas de José Peixoto, designadamente “Day after (canção irmã)”, “Impasse”, “Saudade”, “Valsa do algodão” e "Cinzento”, e de Paulo Paz, “Procura”.

Procurou-se assim “conciliar o repertório mais antigo com o contemporâneo, e à volta de Lisboa, "cidade antiga e acolhedora”, que é uma referência, “pelo seu simbolismo”, para o grupo.

Quando o trio soube da outorga do Prémio, “já o trabalho do álbum estava adiantado e em fase final, e nada veio a alterar”.

Questionado sobre os cuidados que tem ao compor para o LST, Peixoto afirmou que sabe o que cada um dos músicos é capaz e como pode valorizar, e é capaz de “imaginar uma melodia que vai ser interpretada por cada um dos músicos, que são também criadores”.

No palco do Mercado da Ribeira, o LST vai apresentar todo o alinhamento do álbum “Lisboa”, assim como algumas composições de “Matéria”, o disco que deu a conhecer o som do grupo.

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