"Não posso deixar de reconhecer a categoria moral da resposta dada pela família de Zeca Afonso", comentou hoje o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas em Castanheira de Pera, distrito de Leiria.

A família do compositor José Afonso opôs-se, na semana passada, à proposta da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) de trasladação dos restos mortais do músico para o Panteão Nacional, recordando que José Afonso "rejeitou em vida as condecorações oficiais que lhe haviam sido propostas" e que foi, a seu pedido, "enterrado em campa rasa e sem cerimónias oficiais, em total coerência com a sua vida e pensamento".

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que, no fundo, a resposta da família é simples: "Ele na vida foi como foi. Depois de ter morrido, nós achamos que devemos ter um comportamento equivalente àquele que ele teria se fosse vivo e isso faz muito sentido".

O Presidente da República referiu também que relativamente a matérias relacionadas com o Panteão Nacional já disse o que tinha a dizer há cerca de um ano: "O parlamento tem que definir uma posição".

Se for a que está definida, "há um critério, se quer mudar de critério muda de critério, mas o critério que venha a ser adotado, que venha a ser um critério estável, porque depois começa a haver situações melindrosas", afirmou o chefe de Estado, que falava aos jornalistas durante umas férias que está a ter na zona afetada pelo grande incêndio de Pedrógão Grande, em junho de 2017.

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