"Ela sempre respeitou o espírito do fado. Ela é uma artista extremamente preciosa e, para mim, ela é única por este equilíbrio entre a tradição e a inovação", afirmou Frank Tenaille, crítico de música e representante da comissão das músicas do mundo na Academia Charles Cros, em declarações à agência Lusa.

A cerimónia de atribuição dos prémios decorreu no Teatro Traversière, em Paris, capital de França, e contou com a presença e atuação da fadista portuguesa.

Esta é a terceira vez que esta instituição francesa, que tem o alto patrocínio do Presidente da República, Emmanuel Macron, distinguiu Mísia, mas a primeira em que lhe é atribuído o prémio "In Honorem", que reconhece o valor da carreira dos intérpretes musicais.

"Este prémio é muito importante porque é um prémio carreira. Significa respeito pelo meu trabalho, atenção ao meu trabalho. [...] A existência destes grupos de pessoas que se preocupam e se admiram com o nosso trabalho, a mim dá-me muita força para continuar", disse a fadista.

A Academia Charles Cros existe desde 1947 e tem como missão preservar a memória sonora, apoiando a criação e o desenvolvimento dos artistas.

Esta academia está dividida em oito comissões que reúnem cerca de 100 artistas e críticos musicais, tocando desde a canção francesa aos audiolivros ou novos talentos.

Mísia está de volta aos palcos parisienses já na segunda-feira, atuando na La Cigale, no âmbito do festival Au Fil des Voix.

Com o seu mais recente álbum "Pura Vida", lançado no fim de 2019 em França, a artista portuguesa recebeu o Phonographic Critics Award, prémio da crítica discográfica alemã.

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