Luís Filipe Costa, jornalista, radialista e realizador de televisão, morreu aos 84 anos, avançou a RTP3 na manhã desta terça-feira, dia 21 de julho.

O antigo director do serviço de noticiários do Rádio Clube Português (RCP) e pai do cineasta Pedro Costa, morreu na madrugada de segunda para terça-feira, confirmou a família ao jornal ao Público.

No início da sua vida profissional, Luís Filipe Costa trocou o curso da Faculdade de Economia por uma carreira no mundo da rádio. O radialista dirigiu o Serviço de Noticiários do Rádio Clube Português (RCP).

Luís Filipe Costa teve um papel activo no 25 de Abril, lendo os comunicados do Movimento das Forças Armadas durante a emissão do RCP. "Realizador de televisão e cinema, autor de programas de rádio, romancista e guionista, deu voz aos históricos comunicados da madrugada de 25 de Abril de 1974. Após o 25 de Abril, Luís Filipe Costa, transferiu a sua atividade para a RTP onde realizou filmes de ficção, documentários e peças de teatro", recordou a RTP no programa "Estórias da TV".

O realizador foi também criador da série documental "Há só uma Terra", da RTP. "Uma das grandes séries da RTP, feita há cerca de 30 anos, mas ainda perfeitamente actual. Realização e apresentação de Luís Filipe Costa, um dos maiores jornalistas portugueses", frisa o canal.

Em 2011, foi condecorado com o Grau de Comendador da Ordem da Liberdade. Ao longo da carreira venceu vários galardões, como o Prémio da Casa da Imprensa para o melhor radialista (1966 e 1974) ou o o Grande Prémio do Festival de Cinema para Televisão de Chianchino (Itália), em 1988.

Nascido a 18 de março de 1936, em Lisboa, Luís Filipe Costa foi também ator e encenador, e assinou os romances “A Borboleta na Gaiola" e “Agora e na Hora da sua Morte”.

Luís Filipe Costa era casado desde 1990 com a atriz Isabel Medina. O jornalista era pai do realizador Pedro Costa.

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