“Morreu um grande fadista, um português de talento, um erudito”, afirmou o fadista que gravou, de Mascarenhas Barreto, “Fado é Canto Peregrino”, uma criação de António dos Santos, intérprete que, deste autor, gravou também “Partir é Morrer um Pouco”.

Mascarenhas Barreto, que ia completar 94 anos no próximo dia 27, é autor, entre outras obras, de “O Português Cristóvão Colombo, Agente Secreto do Rei D. João II”, e foi um destacado investigador sobre as origens de Cristóvão Colombo, que apontava como portuguesas.

Segundo Mascarenhas Barreto, Colombo não era genovês, mas sim português, natural de Cuba, no Baixo Alentejo, filho de D. Fernando, duque de Beja e de Viseu, e de Isabel Gonçalves Zarco, tendo sido um espião ao serviço do rei D. João II.

No âmbito desta problemática, publicou também “Colombo português: Provas Documentais”, em dois volumes.

Em “O Fado - Origens Líricas e Motivações Poéticas”, o investigador remete a origem do fado à da nacionalidade portuguesa.

Segundo o autor, a origem do fado está na escola de poesia provençal, que influenciou os primeiros poetas-trovadores portugueses: a ”chansó”, o “sirvente”, o “contenses” o “plang” estarão na origem do fado.

Além de António dos Santos, fadistas como Julieta Estrela e Saudade dos Santos, entre outros nomes, gravaram poemas de Mascarenhas Barreto.

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