A presente edição segue a versão original de 1682, dos sermões do jesuíta, e tem fixação de texto de Ana de Castro Salgado, do Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa.

Numa nota de apresentação, a investigadora realça "a palavra de Vieira", autor que aponta como “um génio do século XVII” e que “ocupa a primazia na oratória portuguesa, tendo ainda hoje muito para nos oferecer por ser intemporal”.

O jesuíta fez este prédica, dias antes de embarcar para Lisboa, dirigindo-se ao rei João IV para legislar no sentido de dar garantias aos índios e protegê-los da exploração dos colonos.

O sermão divide-se em três partes - exórdio, exposição e epílogo -, e, como faz notar Ana de Castro Salgado, visava “persuadir” quem o ouvia, seguindo “a estrutura pictórica barroca, no sentido do apelo à imagem, com um grande poder irónico e satírico”.

Vieira, com este sermão, pretendeu servir-se do exemplo de St.º António que não conseguia pregar aos hereges, e ele tal como o santo não conseguia pregar aos colonos e sensibilizá-los para a causa dos direitos indígenas.

Esta edição inclui em anexo uma carta do jesuíta a Afonso VI, que sucedeu a João IV, com data de 1665 também relacionada com a liberdade dos índios, já que Vieira temia que a política sobre os indígenas se alterasse após a morte de João IV.

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