Logo no início do ano, a Cavalo de Ferro vai editar um livro de ensaios da escritora norte-americana Patrícia Highsmith, conhecida pelos thrillers psicológicos, no qual partilha as inspirações, aprendizagens, êxitos e fracassos da sua carreira.

Segue-se “Rebelião”, romance de Joseph Roth, inédito em Portugal, com o qual a editora prossegue a publicação da obra essencial do autor austríaco a partir dos originais, e que retrata uma sociedade austríaca fraturada e perdida.

A editora vai lançar também uma edição cartonada e ilustrada por Ralph Steadman de “A Quinta dos Animais”, de George Orwell, com os dois prefácios do autor.

A Cavalo de Ferro vai também lançar uma coleção, com novo formato, dedicada a obras influentes da literatura, como “Mrs. Dalloway”, de Virginia Woolf, “O Estranho Caso do Dr. Jekyll e de Mr. Hyde e outros contos”, de R.L. Stevenson, e “A Confissão de Um Filho do Século”, de Alfred De Musset, ainda inédito em Portugal.

“Casa de Dia, Casa de Noite”, mais um romance da Nobel da Literatura de Olga Tokarczuk, “O Passageiro”, de Ulrich Alexander Boschwitz, “As Crónicas Marcianas”, de Ray Bradbury, e “A presa”, de Irène Némirovsky, romance publicado em 1938 e até hoje inédito em Portugal, são outras das novidades da Cavalo de Ferro, que vai publicar também uma “coleção de esboços, de micronarrativas” de Julio Cortázar, intitulada “Um Certo Lucas”.

Através da chancela Elsinore, chega às livrarias no primeiro semestre o mais recente romance de Cynan Jones, “Estilicídio”, originalmente escrito para a BBC Radio 4, que encomendou ao autor 12 histórias interligadas, com a duração máxima de 15 minutos de tempo de leitura.

“Despertar os Leões”, de Ayelet Gundar-Goshen, com tradução direta do hebraico, “Sistema Nervoso”, da autora chilena Lina Meruane, “Olá, América!”, de J. G. Ballard, em nova tradução, e “Inventário de Algumas Perdas”, da escritora alemã Judith Schalansky, são outras novidades da editora.

Até junho, a Elsinore publica ainda o último livro do “quarteto das estações” de Ali Smith, “Verão”, um novo livro da premiada autora de “Rapariga, Mulher, Outra”, Bernardine Evaristo, intitulado “Blonde Roots”, e o novo romance de Tatiana Salem Levy, “Vista Chinesa”,

Entre os destaques da Companhia das Letras, contam-se um romance de José Gardeazabal, nascido dos tempos vividos no último ano e intitulado “Quarentena – Uma história de amor”, bem como um romance sobre identidade e relações raciais, “O avesso da pele”, do autor brasileiro Jeferson Tenório.

Até junho, a Companhia das Letras conta ainda passar a editar Dulce Garcia, com o romance “Olho da rua”, e publicar novos livros de Hugo Gonçalves, João Tordo e Afonso Cruz, bem como um novo livro de Isabel Lucas, intitulado “Viagem ao país do futuro”.

A Alfaguara traz aos leitores portugueses mais um livro do escritor francês Michel Houellebecq, “As partículas elementares”, no qual explora a crise afetiva e sexual da sociedade ocidental, através dos percursos familiares e sentimentais dos dois protagonistas, assim como dois romances que têm figurado nas mais importantes listas de melhores livros do ano: “The Vanishing Half”, da autora americana Brit Bennett, e o vencedor do Prémio Booker 2020, “Shuggie Bain”, de Douglas Stuart.

Para os primeiros seis meses do ano, a Relógio d’Água planeia editar “Jack”, da norte-americana Marilynne Robinson, “O Problema dos Três Corpos”, o primeiro livro em Portugal do autor de ficção científica chinês Liu Cixin, um novo livro de Djaimilia Pereira de Almeida, “Notas de vida e morte”, mais um livro da laureada com o Nobel 2020, Louise Gluck, “Vita Nova”, bem como o romance vencedor do Women’s Prize for Fiction deste ano, “Hamnet”, da escritora irlandesa Maggie O’Farrell, inspirado na morte do filho de William Shakespeare aos 11 anos.

“A Noite do Morava”, de Peter Handke, “Canoagem”, de Joaquim Manuel Magalhães, “Rodeado De Ilha”, de João Miguel Fernandes Jorge, reedições dos clássicos “Recordações da Casa dos Mortos”, de Fiódor Dostoievski, “O Doutor Fausto”, de Thomas Mann, “A Guerra do Mundo”, de Niall Ferguson, e um livro de Gonçalo M. Tavares com ilustrações de Julião Sarmento, são outras das novidades desta editora.

Para 2021, além dos destaques literários, a Tinta-da-China reserva uma novidade que é o nascimento de uma nova coleção, de antologias temáticas de contos dirigida por Alberto Manguel, com temas como amor, vingança, ou erotismo.

Quanto a livros, está prevista a publicação de “Trieste”, de Jan Morris, na Coleção de Literatura de Viagens, naquela que é a sua primeira tradução pra português, “O Reino”, de Emmanuel Carrère, também inédito em Portugal e inspirado pelos primórdios do cristianismo, “Ideas of Order”, de Wallace Stevens, a ser publicado na coleção de poesia, e o ensaio-memória “The Undying”, de Anne Boyer, sobre cancro, doença e política nos tempos modernos.

Na Coleção Ephemera, está previsto sair “Diário dos Dias da Peste”, com organização de José Pacheco Pereira, inspirado nos dois meses que corresponderam ao período mais duro do confinamento da pandemia da COVID-19.

A Porto Editora destaca “Beartown”, do sueco Fredrik Backman, um romance sobre os sonhos e a sobrevivência de uma pequena comunidade, que foi adaptado para uma série de cinco episódios pela HBO.

A Bertrand Editora prepara-se para lançar o primeiro volume de “A Dança da Morte” (“The Stand”), o “grande romance apocalíptico de Stephen King”, construído num cenário de luta pela sobrevivência após uma poderosa estirpe de vírus da gripe matar 99% da população. O livro foi alvo de uma recente adaptação para a HBO.

A Quetzal vai publicar um novo livro de Julian Barnes, “O Homem do Casaco Vermelho”, uma aventura social, cultural e política vivida em Londres, em 1885, pelo príncipe Edmond de Polignac, o conde Robert de Montesquieu e o plebeu Samuel Pozzi, médico-cirurgião e ginecologista, livre pensador – o homem do casaco vermelho, retratado na famosa tela do célebre pintor John Singer Sargeant.

As publicações D. Quixote vão editar o novo romance de Patrícia Reis, “Da meia-noite às seis”, um livro de ensaios da escritora inglesa Zadie Smith, “Sinta-se livre”, um “grande romance” do escritor Matthew Weiner, criador de séries como “Mad Men” e “Os Sopranos”, intitulado “Heather, absolutamente”, e um livro sobre a importância da família, da memória e da perda, com o título “Luto”, da autoria de Eduardo Halfon.

“A cadela”, de Pilar Quintana, finalista do National Book Award nos Estados Unidos, “Chamada para o morto”, primeiro livro de John le Carré, publicado originalmente em 1961, “Afastar-se (treze contos sobre água)”, de Luísa Costa Gomes, “Paixão”, livro de poemas inéditos de Maria Teresa Horta, “A morte de Jesus”, livro com que J.M. Coetzee fecha a trilogia iniciada com “A Infância de Jesus”, o romance histórico “Um coração convertido”, de Stefan Hertmanns, e o romance de estreia do autor norte-americano Salvatore Scibona, “Fim”, são outros dos destaques.

A Caminho vai publicar um novo livro de Alexandra Lucas Coelho, ainda sem título, sobre as crises do Líbano, e o segundo romance do angolano Júlio de Almeida, “Incesto real”.

Pela Asa chega uma novela negra do escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte, “Cães maus não dançam”, bem como o aclamado romance literário de Mary Beth Keane, “Ask again, yes”, que está já a ser adaptado ao cinema.

Entre as publicações da editorial Presença, destacam-se “O preço do dinheiro”, thriller de Ken Follett, autor de “Os pilares da Terra”, “Uma grande história de amor”, o romance que marca o regresso de Susanna Tamaro, e “O Fonchito e a lua”, um ‘picture book’ do autor peruano Nobel da Literatura Mário Vargas Llosa.

A Almedina prepara-se para publicar as biografias de Joe Biden e Kamala Harris, “Ensaios” de George Orwell, muitos deles inéditos em português, e “A Última Tentação de Cristo”, de Nikos Kazantzakis, o livro que inspirou o filme de Martin Scorsese.

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