O cantor angolano Waldemar Bastos morreu na madrugada desta segunda-feira, em Lisboa, vítima de doença, com 66 anos.

Em declarações hoje à Lusa, em Luanda, o presidente da UNAC, José “Zeca” Moreno manifestou-se "bastante constrangido e surpreendido" com a notícia da morte do autor das canções “Velha Xica”, “Marimbondo” e “Pitanga Madura”.

“Aproveitamos a ocasião, para em nome das UNAC e de todos os artistas angolanos endereçar à família enlutada as mais sentidas condolências”, disse.

Para Zeca Moreno, Angola e a classe artística nacional “ficam mais pobres nesse domínio, porque perdemos um grande ícone da música angolana e não só”.

“Nada fazia prever que hoje estivéssemos confrontados com uma notícia desta natureza e por isso o nosso lamento e o nosso manifesto de grande tristeza pelo acontecimento”, lamentou.

Segundo o líder da UNAC, as obras de Waldemar Bastos serão perpetuadas no tempo por serem obras que vão ser utilizadas ao longo dos anos.

Quem também lamentou a morte de Waldemar Bastos é o cantor e jornalista cultural angolano, Mário Santos “Jamol”, que à Lusa enalteceu as qualidades do músico considerando que foi uma "perda irreparável para o país e o mundo".

“Waldemar é uma perda irreparável, acredito que não será possível o substituir nos próximos anos, porque era impar na sua qualidade vocal, mas também pela sua dimensão musical e pela sua profundidade como se manifesta culturalmente”, disse.

Waldemar dos Santos Alonso de Almeida Bastos nasceu na província angolana do Zaire, em 04 de janeiro de 1954.

Renascence, Pitanga Madura, Estamos Juntos e Clássicos da Minha Alma são alguns dos discos do cantor em 2018 foi distinguido com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, a mais importante distinção do Estado angolano no setor.

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