O festival de música eletrónica centra-se no techno "e nas suas variantes", apontando também para a música eletrónica experimental e ambiental, estando confirmados nomes como Wata Igarashi, Marco Shuttle, Efdemin (na foto acima), Bernd Friedmann ou Shackleton, disse à agência Lusa o diretor de comunicação do evento, Nuno Branco.

O local onde vai decorrer - o parque de campismo de São Gião - foi escolhido antes dos grandes incêndios de 15 de outubro, que afetaram em grande medida o concelho de Oliveira do Hospital.

No entanto, São Gião, um vale isolado com praia fluvial e árvores de grande porte a rodear a zona, permaneceu "um pequeno oásis no meio da negritude à volta", notou Nuno Branco, sublinhando que o verde também já começa a despontar na região, permitindo uma imagem "mais animadora".

Face aos fogos de outubro, a organização do festival decidiu também desenvolver um projeto comunitário e solidário dentro do festival, salientou.

Nesse sentido, o Orbits vai oferecer uma árvore por cada bilhete vendido e participar posteriormente numa ação de reflorestação com espécies autóctones, num terreno público do concelho, com apoio das entidades locais.

Além disso, haverá ainda uma galeria com a participação de dois artistas de Oliveira do Hospital para o público do Orbits perceber "o que aconteceu com os incêndios", explicou.

Para Nuno Branco, o Orbits, mais do que um festival de música, "é um encontro de seguidos deste género, que não está só focado na música, mas numa série de atividades".

Além das atuações, que arrancam às 12:00 e só terminam às 8:00 do dia seguinte, a programação conta com uma forte componente de cenografia, instalações, artes visuais e performances, frisou.

A preocupação ecológica marca também o festival, com a organização a querer deixar a menor pegada possível.

No recinto, há estruturas feitas com madeira queimada, casas de banho secas (para aproveitamento em compostagem), chuveiros de baixo consumo, oferta de produtos de banho biodegradáveis e um autocarro ecológico em circuito local, para desincentivar o uso automóvel.

Até agora, 60 a 70% do público que já comprou bilhetes é de origem estrangeira, tendo como origem não apenas países da Europa, "mas também dos Estados Unidos, Austrália, Brasil, Jordânia, Japão ou Singapura".

No festival, participam nomes como Aurora Halal, Fjader, Hydrangea, Kinetic, Peter van Hoesen, Sebastian Mullaert e Yassine.

O festival dá seguimento ao trabalho efetuado pelo Gare Club, no Porto, com as sessões Orbits.

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