“Mais música” e “a Revolução” como tema, foram as sugestões deixadas por Marcelo Rebelo de Sousa, para o próximo Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos, cuja segunda edição do Presidente da República encerrou ao final da tarde de domingo.

Uma sugestão “muito interessante” que o presidente da câmara de Óbidos, Humberto Marques, admite “alargar para revoluções, abrindo o leque a que se possam falar das muitas revoluções que têm marcado o mundo”.

À agência Lusa o autarca fez hoje “um balanço extremamente positivo”, da segunda edição do festival que, entre 22 de setembro e 2 de outubro “ ultrapassou os 30 mil visitantes do ano passado”, embora a organização não consiga ainda “avançar o número exato de pessoas que assistiram aos cerca de 250 eventos”.

Segundo Humberto Marques, o festival cresceu também “em termos de parceiros [institucionais]” e na “densidade da programação” apresentada ao longo de 11 dias, em que “dada a diversidade e a especialização de alguns eventos se temia que pudesse haver momentos mais esvaziados de público”.

Porém, garante, “houve uma maior afluência de pessoas”, com alguns espetáculos com lotação esgotada, aulas cuja procura obrigou a acrescentar lugares e, no caso da conversa com o escritor Salman Rushdie, a organização teve que alterar o local para a tenda de concertos, onde mais de 400 pessoas assistiram aquele que foi um dos pontos altos do programa.

Ainda assim a organização reconhece haver “sempre coisas para melhorar para tornar o Folio um evento crescente” e consolidá-lo “na afirmação da sua diferenciação que é precisamente a ligação da literatura a outras artes”.

Daí que, para além de admitir seguir os conselhos de Marcelo Rebelo de Sousa no que respeita ao tema da próxima edição, o presidente da câmara de Óbidos queira também “apostar mais na competente de festa em torno do livro”.

Por decidir fica ainda uma eventual alteração da data da terceira edição do festival, dado tratar-se de ano de eleições, e a organização considerar que “um evento desta dimensão é muito exigente e dificilmente compaginável para acontecer em simultâneo com a fase de campanha eleitoral e eleições”, rematou Humberto Marques.

A segunda edição do Folio, que encerrou no domingo, celebrou este ano os 500 anos da ‘Utopia’ de Thomas More, o Ano Internacional do Entendimento Global, o centenário do nascimento de Vergílio Ferreira, os 500 anos da morte do pintor Hieronymus Bosch e os 400 da morte dos clássicos William Shakespeare e Miguel de Cervantes.

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