A banda punk feminista Pussy Riot repudiou a quarta eleição à presidência russa de Vladimir Putin e levantou a voz contra a onda de feminicídios no México, onde realizou um concerto.

O grupo russo esteve no Festival Vive Latino, onde rejeitou o novo triunfo eleitoral de Putin, acusado pela oposição de irregularidades.

"Vladimir Putin acaba de vencer as eleições pela quarta vez. Nós criámos esse grupo porque não o queríamos como presidente, mas então tornou-se um movimento internacional, e de facto, qualquer uma pode ser uma Pussy Riot", declarou em inglês a líder da formação, Nadya Tolokónnikova.

Putin conquistou no domingo a vitória mais ampla em 18 anos no poder, ao ser reeleito com 76,7% dos votos, de acordo com resultados praticamente definitivos e que consolidam a sua força num período de crise com os países ocidentais.

Em fevereiro de 2012, duas semanas antes de Putin ser eleito para um terceiro mandato, quatro membros da banda entraram na Catedral de Cristo Salvador de Moscovo e entoaram a sua "oração punk". Três foram presas.

No domingo, elas denunciaram ainda um "Estado feminicida", referindo-se à situação no México, e repudiaram toda a violência contra as mulheres no país latino-americano, onde, segundo a ONU, uma média de 7,5 mulheres são mortas diariamente.

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