Cerca de 195 mil pessoas terão passado pela Herdade da Casa Branca, em Odemira, entre quarta-feira e domingo, para assistir aos concertos do Meo Sudoeste, que regressa no próximo ano, entre 02 e 06 de agosto.

Mesmo antes de serem conhecidos os dados de domingo, o promotor do festival, Luís Montez, já tinha assegurado terem sido batidos "recorde de público" este ano.

Com 32 mil pessoas a assistir aos espetáculos na noite de receção ao campista, na quarta-feira, 41 mil na quinta-feira, 39 mil na sexta-feira, 48 mil no sábado e 35 mil no domingo, pela Herdade da Casa Branca terão passado, ao todo, segundo os dados da organização, 195 mil festivaleiros para a 20.ª edição do certame, que teve direito a fogo de artifício para celebrar a ocasião.

Ainda que tenha sido o sábado a noite mais "concorrida" pelo público, com James Morrison, Sia como cabeça de cartaz e Steve Aoki a encerrar a noite de espetáculos, Luís Montez preferiu destacar nesta edição o concerto de Damian Marley, filho da lenda do reggae Bob Marley, que subiu ao palco na sexta-feira.

"Gostei muito do Damian Marley, teve uma noção de espetáculo, teve grandes ‘hits', ele está em grande forma", disse aos jornalistas, em jeito de balanço, ao final do dia de domingo.

Martin Garrix, Wiz Khalifa, Virgul, Seu Jorge, Damian Marley, Kura, James Morrison, Sia, Steve Aoki, Sunnery James & Marciano, Nervo e Steve Angello foram alguns dos principais espetáculos a subir ao palco principal da 20.ª edição do festival.

Terminado o certame, está já a ser preparada a próxima edição, que, segundo adiantou o promotor, tem regresso agendado para "2 a 6 de agosto, no sítio do costume".

Um festival com história

Com dois palcos, três dias de concertos rock e muito pó, o festival Sudoeste estreou-se em 1997, na Herdade da Casa Branca, em Odemira, desbravando terreno para passar a "cultivar música" em plena costa alentejana, tendo chegado à 20.ª edição com mais palcos, mais espetáculos, mais público, novas tecnologias e nove dias de campismo.

Ainda nos anos noventa, apesar das "dúvidas", Luís Montez apostou na costa alentejana como o local ideal para promover um festival de música.

"Achava que havia apetência para este tipo de eventos, porque tínhamos um clima único e esta costa vicentina é inacreditável, mas daí a que o público se deslocasse a 200 quilómetros de Lisboa para vir assistir a um concerto no meio do Alentejo, tinha dúvidas", confessou, em declarações à agência Lusa.

Das primeiras edições, com concertos de bandas rock reconhecidas internacionalmente, como Marilyn Manson, dEus, Blur, Suede ou, entre outras, The Cure, o festival foi-se adaptando até aos dias de hoje, em que se foca na música eletrónica, sendo esta, segundo Luíz Montez, uma forma de diferenciação e de enfrentar a concorrência que foi surgindo.

"Temos um posicionamento, este é um festival jovem, mas que não esquece os mais adultos", disse, lembrando a atuação na edição deste ano de artistas como Sia, Seu Jorge, ou James Morrison, que "são para todas as idades".

A par da música, também os serviços e as infraestruturas, como as zonas de concertos e de campismo têm evoluído, desde a primeira edição.

Hoje há quatro palcos, relva em vez de pó, wi-fi gratuito, aplicações móveis, roda gigante, animação durante a tarde com concursos e jogos oferecidos por diferentes patrocinadores, locais para carregar telemóveis, supermercado, cozinha comunitária, cinema e sessões com DJ's no canal, que tem agora nadadores salvadores.

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