A apresentação daquele trabalho marca o arranque da edição 2020 das festas que, pela primeira vez em mais de 248 anos, não se realizam no formato habitual, devido à pandemia de COVID-19.

Em menos de uma hora após o lançamento, em simultâneo para dezenas de páginas nas redes sociais, o vídeo já somava 1500 partilhas e mais de 58 mil visualizações.

"O ‘Havemos de ir a Viana' é um símbolo das Festas d'Agonia e é cantado pelas pessoas, de forma natural e genuína, durante a romaria, a qualquer hora e em qualquer lugar. Nada melhor que, num ano tão difícil para todos nós, em que vamos sentir a festa à distância, eternizar um dos seus expoentes maiores de uma forma que nunca tinha sido feita antes", explicou o presidente da Comissão de Festas da Senhora d'Agonia, António Cruz, citado numa nota enviada à imprensa.

Com mais de seis minutos de duração, a iniciativa reúne contributos de 48 artistas e músicos locais, cantores profissionais e amadores, do fado ao hip-hop.

O grupo Contraponto, os intérpretes de música popular Augusto Canário e Sons do Minho, os músicos João Gigante, Luís Pinheiro, a banda de gaitas de Cardielos, a tuna de veteranos, a orquestra sinfónica da escola de música da cidade e a atriz Melânia Gomes são alguns dos nomes que participam na iniciativa.

"São artistas, profissionais e amadores, de diferentes estilos musicais, que se encontraram para deixar uma marca na história da nossa cultura. E deixaram desta forma um registo para sempre, eternizando um tema, um poema, que há muito que é nosso, mas utilizando um pouco de cada cultura musical que existe em Viana do Castelo", acrescentou António Cruz.

A reinterpretação do poema de Pedro Homem de Mello (1904-1984), que a fadista Amália Rodrigues (1920-1999) celebrizou a partir de 1969 e que a cidade adotou como uma espécie de hino oficial, inclui o rock e o jazz, num videoclipe realizado pela Comissão de Festas da Senhora d'Agonia.

A fadista foi presidente da comissão de honra destas festas em 1998 a convite do antigo presidente da Câmara de Viana do Castelo Defensor Moura. Dez anos depois, em 2008, Defensor Moura atribuiu o nome de Amália Rodrigues à antiga Travessa do Hospital Velho, no centro histórico da cidade.

O vídeo abre com a Igreja de Nossa Senhora d'Agonia como pano de fundo e com a padroeira dos pescadores em destaque, e percorre outros lugares icónicos da cidade onde habitualmente decorrem os números emblemáticos da romaria, como a procissão ao mar e ao rio, em honra da santa, e termina com o poema "Volta Romaria", da autoria de Ricardo Simões, diretor artístico do Teatro do Noroeste-CDV.

O poema, lido pela atriz Elisabete Pinto, fala da tempestade e do medo, da dúvida e da desgraça, numa alusão à pandemia, e apela também para um regresso à normalidade que permitirá à população abraçar-se “na Senhora d’Agonia”.

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